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O FIM E O ÍNICIO
Uma formatura é sempre um momento singular na vida de muita gente. Sobretudo dos jovens, que a partir dela sentem u novo estímulo pra seguir em frente. Nessa última sexta-feira foi comemorada a formatura dos concluintes lá do CEFET-RN, infelizmente feito com falhas na organização, o que contribuiu para que mais de 200 estudantes não comparecessem. Ainda assim, o ginásio em que foi realizado o evento lotou, de formandos e de convidados.
Embora eu estivesse (enfim) me formando, eu não participei como tal, oficialmente. Eu me coloquei à mesa, em nome do Grêmio Estudantil. Foi mil vezes mais especial pra mim, tenho certeza. Olhando de lá, de frente, como quem vê de fora, e vendo cara a cara cada formando - pessoas que conviveram com você durante três anos - é muito gratificante. Valeu a pena mais que os holofotes em cima de mim (meus olhos estão ofuscados até agora). Alguns dos estudantes até olhavam com um ar de desconfiança. Provavelmente pelo fato de achar que eu, por estar colocado ali, separadamente de todos os outros, poderia estar me achando mais que eles. Só quem senta diante de um público sabe o quão pequena é aquela posição.
E, enfim, essa noite de sábado foi o baile de formatura. 700 pessoas lotaram um salão que, certamente, não suportava mais de 300. Mesas uma em cima da outra, pessoas quase sem poder e movimentar, pouco espaço de dança pra muita gente no pique. Desorganização saindo pelo ladrão, o evento foi quase unanimamente esculachado.
De qualquer forma, foi muito bom rever todo aquele pessoal uma última vez. Particularmente, poucas vezes me senti tão bem quanto estou hoje. Depois de dois anos de um inferno astral aparentemente interminável, onde fui reprovado em diversas disciplinas, cheguei a ser jubilado de meu curso, e não consegui nem passar no vestibular em duas tentativas (isso sim é ridículo), agora vivo um novo momento. Tanto em casa a barra aliviou - minha mãe, sempre afeita a coisas superficiais, poucas vezes se sentiu tão bem quanto no momento em que foi convidada pra sentar ao lado das autoridades na minha colação de grau (diretores, alguns parlamentares e secretários de Estado). Alimentei consideravelmente seu ego.
* * * * *
E eu, agora, enfim, um aluno universitário, até que enfim soube marcar uma nova meta (espontâneas, claro, não tenho metas pra vida toda), e diria que estou passando pela melhor fase da minha curtíssima vida. Deixa eu aproveitar.
ALÉM DA FICÇÃO
Opa. Hoje vai passar Planeta dos Macacos, na Globo, hein? Eu já comentei sobre esse filme, aqui. E recomendo.
Mas claro, não assistam ao filme, como se estivessem vendo uma história sobre um planeta dos macacos.
Escrito por Leon K. às 05h40
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AMOR OU HIPOCRISIA EXTREMA?
Posso fazer uma crítica referente a essa novela das oito? Eu não acompanho, mas estando a tv aqui da sala diariamente ligada neste horário, não tem como eu estar completamente alheio ao que se passa.
Na verdade, é incrível como pode ser falsa a personagem de Caroline Dieckman. A garota passa 21 anos vivendo com uma senhora que até então acreditava que fosse mãe biológica - e até descobrir que tinha sido roubada quando bebê. O que, sinceramente, chega a dar nojo, é vê-la chamando a sua mãe natural de "mãe". E sua antiga mãe de Nazaré, como se fosse uma estranha, na maior naturalidade. É simples, mas soa bastante hipócrita. Chamar alguém de mãe é algo muito forte. Enfim.. eu não entendo.
Com Mãe durante poucas semanas, e amor que parece de toda a vida.. isso é que é filha falsa
Digo isso por experiência própria. Quando minha mãe brigou com meu pai biológico (que não acredita que é meu pai, e sequer me registrou), dentro em pouco ela conheceu um outro rapaz, com quem conviveu durante oito anos. Esse rapaz foi meu pai, de criação, dos meus dois aos dez anos. Não morávamos todos juntos, mas assim o considero. Mesmo assim (e mesmo ele chegando tão cedo na minha vida) eu nunca o chamei de pai. Chamava-o pelo nome, Márcio. Sei que ele gostaria que eu o chamasse assim. Eu também gostaria.
SOBRE O FUTEBOL EMERGENTE
Alguns dias atrás postei um texto que fazia um panorama histórico de clubes pequenos que derrubavam favoritos e conquistavam títulos de grandiosa importância, no nosso futebol.
A verdade é que quando os times grandes estão em má fase, evidencia-se nesses momentos como o futebol brasileiro anda em crise. Vide os 24 anos sem ter vencido uma Copa (1970 até 1994), onde os maiores times do Brasil eram constantemente derrubados pelos pequenos. Leve em conta a pior Copa de que participamos: a de 1990. Não à toa, nessa época, o melhor time do Brasil chamava-se Bragantino, hoje nas menores divisões do futebol paulista, praticamente falido.
Podemos fazer um paralelo com o último momento de grande crise no nosso futebol. O finzinho dos 90 e início do séc. XXI, quando a Seleção chegou a estar ameaçada de chegar à Copa de 2002, e aqui faziam a festa times chamados S. Caetano, Brasiliense, Botafogo de Ribeirão Preto, Juventude.
Hoje nós podemos comemorar uma coisa: os times grandes estão voltando a fazer jus à sua tradição. No estado de SP, o título dificilmente sai das mãos do Timão, do Tricolor ou do Peixe. No Rio, é verdade, os pequenos estão mandando. Reflexo do pouco compromisso dos dirigentes, e da sensível corrupção que há nos clubes de lá.
A Copa 2002 selou o fim da última grande crise de nosso futebol
O que importa é uma coisa: a mim que estou voltando a acompanhar o futebol, está dando gosto assistir aos jogos.Fazia tempo que não sentia esse prazer de sentar e ver um bom jogo. Isto é, na Globo ainda tá aquela merreca do carioquinha... mas acho que o Campeonato Brasileiro desse ano promete.
Os mais sensatos concordam: a final da Copa 2006 será, de novo, Brasil x Alemanha.
PODERIA ATÉ SER INTERESSANTE
E o Big Brother? Eu tava até acompanhando.. mas com a saída do Giuliano, do Rogério, e do PA, dificilmente haverá algo pra se ver, ali.
O problema desses caras é que eles jogavam, sim, mas jogavam mal. Não vou aqui dizer o que faria lá dentro, mas depois da primeira semana eles poderiam rever uma estratégia de jogo mais eficiente. Se deram mal: perderam dois cobaias (Marcos e Juliana) e caíram em desgraça.
Juliana, por sua vez, antes de entrar no programa, tinha tudo pra ser considerada favoritíssima. Com rostinho de menina de 14 anos e um jeitinho infantil, gostosinha do jeito que era, e advinda de família humilde, não tinha outra: o protótipo perfeito, agradaria desde os moleques de 5 anos até as donas-de-casa-admiradoras-de-gente-pobre.
Já Jean é um cara bem esperto. Vendo que saíra em desvantagem no começo, com a perseguição da 'tropa de choque', soube virar o jogo: disse que era gay (não foi surpresa, eu também diria que era gay, no lugar dele). Com isso, se já tinha respeito por ser um professor, agora tinha toda a comunidade homossexual ao seu lado. O problema do Big Brother não é o programa: somos nós, o povo aqui fora. Com tanta gente 'cabeça' ali dentro (não só nesse, como em outros BBBs), o povo aqui vai tirando até deixar somente as figuras mais idiotas - por isso mais merecedoras, dizem alguns. Discordo veementemente dessa afirmação. Eu não conseguiria acompanhar 24h por dia um BBB que tivesse a Grazi no meio; ô cabeça vazia!
 George Orwell: "O Grande Irmão zelará por ti"
Cada vez mais faço a ligação deste Big Brother com o livro do próprio fundador do termo(1984, cuja leitura concluí só há umas semanas), George Orwell. Eis um dos princípios da sociedade futurista vigiada pelo Grande Irmão: IGNORÂNCIA É FORÇA
Escrito por Leon K. às 09h22
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