O Elogio Ao ÓCIO
 

 


O prazer é todinho meu; mas já já sorrio pra você

      EU, SEMPRE EU

     Só pra alimentar o meu ego, gostaria de dizer que o artigo Devagar Mas em Frente, escrito por mim e publicado neste blog há pouco mais de dez dias está sendo exibido na página nacional da maior organização juvenil do País, a União da Juventude Socialista, UJS. Claro, isso não me torna um grande ícone das letras, mas é uma boa forma de podermos expor o que pensamos, ao mesmo tempo em que colaboramos não só com o movimento de cunho progressista, como chega a ser aprendizado pra todo mundo.

     A UJS demonstra mais uma vez seu caráter democrático, ao publicar em seu órgão nacional na internet um texto despretensioso de um de seus militantes. Sou vice-presidente municipal da UJS, atuo no movimento secundarista de Natal e atualmente dirijo o Grêmio do CEFET, considerado o maior do País. Movimento estudantil, claro, não é coisa simples, nem perda de tempo, como se imagina. A UJS está em fase de campanha, buscando a (quarta) reeleição, o que demonstra como nosso trabalho tem sido bem recebido pelos estudantes, aqui. Apesar disso, ainda recebemos ondas de críticas oportunistas (que adoram fazer à UJS), sem fundamento político, e recheada de velhos jargões que já estão manjados.

     Nesse sentido, expresso apenas o meu orgulho em poder contribuir para o vasto leque de articulistas de que dispõe a nossa juventude, tão injustiçada, tão caluniada e mas tão inteligente. Apenas lhe falta os canais. Uma vez descobertos, saberemos o que se passa na cabeça dessa moçada.

     __________

     Só pra encerrar, como provavelmente já notaram, eu decidi colocar uma foto minha nesse post. Ela foi tirada no meio de uma aula no laboratório de Informática, a professora quem tirou. Como nota-se, estou bem entretido digitando uma carta para a Vale do Rio Doce solicitando um estágio. Ah, se a resposta viesse agora...


Para que fiquem um pouco ambientados esse é o setor do Cefet RN onde estudo (Laboratório de Recursos Naturais)

    'Laboratório' de 'Recursos Naturais'... paradoxal, não? Só agora vim notar isso. 

    Mas continuando, pode parecer indelicado de minha parte, tirar essa foto de costas. Mas eu realmente não notei o exato momento em que ela foi tirada. Mas foi legal, até. Gostei dessa foto. Adoro fotos. Não tenho frescuras com elas.

     Adoro fotos. Principalmente, adoro ver-me nelas. Não que eu seja egocêntrico nem nada (e muito menos algo bonito de se ver), mas prefiro uma foto minha antes da de qualquer outra pessoa.. cada um com as suas.

     Falando em egocentrismo, eu devo ter um pouco disso. Embora eu esteja sempre disposto a colocar qualquer um na minha frente, um de meus defeitos menos visíveis às vezes (outras vezes sob a forma mais clara), é o egoísmo. Egoísmo exacerbado. Egoísta demais pra me preocupar com os outros. Talvez o pouco que eu tenha lido e aprendido tenha me tornado um ser completamente arrogante. Não hesitaria em dizer que estou à frente de muita gente. Mas fazer o quê? Tento ser bem simpático no dia-a-dia. Meus melhores amigos dizem que meu defeito é a falsidade. Nessa vidinha funesta, representar é sempre uma arte. É sempre uma boa idéia. src="index.js"> src="mood.js">



Escrito por Leon K. às 20h05
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     POESIA CONCRETA

          LUXO                 LUXO      LUXO          LUXO      LUXOLUXOLUXO
         LUXO                 LUXO        LUXO      LUXO        LUXOLUXOLUXO
        LUXO                 LUXO           LUXOLUXO           LUXOLUXOLUXO
       LUXO                 LUXO              LUXOXO             LUXO          LUXO
      LUXO                 LUXO              LUXO                   LUXO          LUXO
     LUXO                 LUXO          LUXOXO                 LUXO          LUXO
   LUXOLUXO       LUXO         LUXOLUXO             LUXOLUXOLUXO
  LUXOLUXO       LUXO       LUXO        LUXO       LUXOLUXOLUXO
LUXOLUXO       LUXO     LUXO             LUXO     LUXOLUXOLUXO

Está naturalmente um pouco "troncho". Mas de trabalhos amadores nem sempre se pode esperar muito.



Escrito por Leon K. às 17h14
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     LEON E SUA MOTO; QUE UNIÃO FELIZ

     Uma das coisas que mais gosto é ler no ônibus. Ler enquanto me levam pra escola, ou pra qualquer lugar que seja. Ou ficar à toa, só lá, do meu canto olhando todo mundo que sobe e que desce. Mas terei de diminuir um pouco esses gostos. É que depois de (enfim) ter conseguido a minha carteira de habilitação (não discutamos os métodos), poderei ir e vir a qualquer lugar pela nossa moto. Tudo bem que é só uma Biz, mas isso é o de menos. O importante é o poder de locomoção.

     Pouquíssimas vezes tinha enfrentado um trânsito intenso. Ontem foi meu primeiro dia a viajar na moto, e ir pra escola, às seis da manhã, com um movimento crescente de automóveis na BR-101 era de provocar um receio nada pequeno. Eu, (quase) sempre cauteloso, estava me metendo no meio daqueles carros, ônibus e carretas (cuja velocidade mínima são 100km/h), na rodovia mais movimentada do estado. Acordei ontem tendo a certeza de que morreria num acidente de trânsito naquele mesmo dia, ou ainda teria uns anos pela frente.

     Mas de todo, até que levei bem a situação. Foram raros os momentos de preocuopação. E de fato, andar de moto não é o bicho-papão que se diz (eu sabia, só queria confirmar). Com todo o tráfego, reduzi pela metade o tempo perdido no trajeto, e de quebra ainda ajudo a senhora mama a economizar uma grana da passagem (a passagem de Natal está entre as mais caras do Brasil; a passagem Parnamirim-Natal é efetivamente um assalto, então).

     Andar de moto é realmente uma maravilha. Vital estava certo.

VITAL E SUA MOTO
Herbert Vianna

Vital andava a pé e achava que assim estava mal
De um ônibus pro outro aquilo para ele era o fim
Conselho de seu pai "motocicleta é perigoso Vital
É duro te negar filho mas isto dói bem mais em mim"

Mas Vital comprou a moto e passou a se sentir total
(Sentir total)
Vital e sua moto mas que união feliz
Corria e viajava era sensacional
A vida em duas rodas era tudo que ele sempre quis

Vital passou a se sentir total
Com seu sonho de metal
Vital passou a se sentir total
Com seu sonho de metal

Os Paralamas do Sucesso iam tentar tocar na capital
(Na capital)
E a caravana do amor então pra lá também se encaminhou
Ele foi com sua moto ir de carro era baixo astral
Minha prima já está lá e é por isso que eu também vou

Os Paralamas do Sucesso vão tocar na capital
Vital e sua moto; mas que união feliz
Vital e sua moto; mas que união feliz
Vital e sua moto; mas que união feliz



Escrito por Leon K. às 08h11
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O NOSSO ROCK DE ONTEM (HOJE)

     Esse ano certamente não será tão proveitoso para parte de nosso cenário comercial na música como no ano passado, me referindo às grandes bandas de rock nacionais, mas há algo de novo surgindo por aí. Depois do lançamento do trabalho do Ira!, o Acústico MTV, e do Capital Inicial, Gigante (com muito menos repercussão), há de vir nesse segundo semestre o novo disco dos Engenheiros, que também é acústico, por sinal.

     São novos trabalhos de algumas bandas nacionais em atividade. Não falarei das bandas novas, dos anos 90, afinal delas eu não sei nada. Mas das antigas, o Titãs também já segue pro final de sua turnê Como Estão Vocês, que ficou muito bom. Mas perto d'A Melhor Banda, o disco anterior, esse último até tentou manter o ritmo. Mesmo assim, os Titãs são, talvez, hoje uma fiel representação da qualidade musical e poética do rock brasileiro.

     Além deles, tem o Capital Inicial, que mantém a pegada e a rebeldia roqueira, mas tem faltado alguma coisa. Não que banda tenha mudado. Capital tá sem dúvida na elite do nosso rock. Mas eu não consigo ouvir Rosas e Vinho Tinto do início ao fim. O novo, lançado esse ano, Gigante, já citado, eu ainda não ouvi, nenhuma faixa. Dentre outras bandas, o Ira! manda ver na sua intimista turnê acústica, tocando ao violão clássicos como Dias de Luta e Flores em Você, deve estar massa. O disco, pelo menos, tá ótimo. Pena que não colocaram Entre Seus Rins no
repertório, é demais. E têm os Paralamas! Não nos esqueçamos, dos grandes Bi Ribeiro, João Barone e Herbert Vianna! O melhor baixista, com o melhor guitarrista e o melhor baterista do nosso rock. Perfeita combinação. Mas eu tenho uma cisma com o João Barone... quando os Paralamas acabarem, talvez daqui a uns 15 anos, se for por intrigas, certamente virá da parte do Barone... de qualquer forma, os Paralamas estão mais vivos do que nunca sob a égide do novo disco, o Uns Dias (ao vivo).

Titãs, Engenheiros do Hawaii, Lobão, dentre outros: enquantos eles estiverem em cena, o rock brasileiro estará vivo

     Ainda há mais gente na estrada. O Kid Abelha segue mostrando seu trabalho em terras internacionais, se dando muito bem com o Acústico MTV, de 2002, muito bem elaborado. Os Engenheiros do Hawaii, que, como já falei aqui e em outros posts, já estão na iminência de colocar no ar os sinais emitidos de seu Acústico, que contará com um leque de supermúsicas, totalmente (ou quase, infelizmente) desconhecidas do grande público, como Eu Que Não Amo Você, Números e Segunda Feira Blues, e outros velhos hits, como O Papa é Pop, Pra Ser Sincero e Era um Garoto..., e contará com duas músicas inéditas (Armas Químicas e Poemas e Outras Freqüências), escritas pelo Gessinger. Uma fase de recostamento, quando a grande banda do nosso rock se acomoda pra fazer um cd assim intimista. Embora eu esperasse ansiosamente outro disco de estúdio (quem ouviu os dois últimos - perfeitos - esperavam mais um, pra fechar o triunvirato por cima), esse acústico já era esperado por muitos fãs, e até
demorou pra sair.

     Fora essas bandas, as maiores do nosso rock-pop, também há outros grupos, de igual (ou até maior) qualidade, mas no cenário alternativo, como Zero e Violeta de Outono. Bandas como Plebe Rude e Fellini também estão na ativa, mas com menos trabalhos registrados. A banda Zero ficou famosa com a música Agora eu Sei, de 1985, com participação de Paulo Ricardo e virou hit, inclusive reafirmando o próprio Paulo, acelerando os andamentos no RPM, devido ao gracioso impulso sofrido. Zero ficou lembrada por essa música. Mas fez muito mais. Após anos de separação, os caras se reuniram, elaboraram o novo Electro Acústico, ainda aproveitando as portas escancaradas pelo Capital Inicial com o Acústico MTV, que reprojetou as bandas oitentistas no cenário. E de lá pra cá, o Zero tem estado presente nos porões, dando as caras de vez em quando. Por sinal, é com honra que vos informo que no dia 02/11, a banda estará se apresentando no Altas Horas, na turnê do disco Obra Completa. O Lobão anda preocupado demais na sua briga contra as gravadoras, e tem trabalhado bastante na sua Revista OutraCoisa, que apresenta novidades na cena alternativa e lança até alguns trabalhos. O último número da revista, de agosto, traz o novo disco (Let it Bed) do Arnaldo Batista (ex-Hanói Hanói). Mas Lobão já fala em novo disco. Músicas novas não faltam: sem um trabalho inédito há quatro anos, o próximo disco do Lobão estará muito acima de qualquer outro, e o grande mercado perde muito sem aproveitá-lo. Felizmente nem todos os ídolos pop são pau-mandados.


RPM MTV 2002: o que era pra ser a volta por cima, a redenção, um disco histórico, virou símbolo de uma tentativa besta que redundou em fracasso (pela terceira vez)

     É, afora por aí, há os trabalhos isolados de Arnaldo Antunes, a rainha do nosso rock Rita Lee, que voltou à cena no início do ano, com o Balacobaco. O Sérgio Britto também lançou um disco solo, o A Minha Cara(ótimo). A Legião Urbana, com mais um álbum póstumo, mandou ver a rebeldia e o bom humor n'As Quatro Estações Ao Vivo. O RPM teria seu trabalho lançado esse ano, não fossem todos aqueles problemas. Uma pena que uma banda não aproveite a oportunidade de limpar seu passado, jogando no ralo toda a sua história. O que temos agora? PR-5 e LSD, que têm até um bom trabalho, ambos os discos, fugindo um pouco do musical rock, mas mantendo a marca pop, com novas pitadas sonoras. Não posso deixar de citar o ótimo trabalho solo do Herbert Vianna. Estou ouvindo o disco O Som do Sim, e são umas maravilhas de canções.

     Eu poderia falar mais de outros ramos, mas só quis citar alguns artistas que ouço mais e que são (ou já foram) ligados ao rock. Muitos já são mpb (o que é uma evolução), mas isso é o de menos importante. O importante é que, como diz o Lobão, a música brasileira vai muito bem, obrigado.

E aí, Lobão? O que vês no futuro?



Escrito por Leon K. às 01h13
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     TOCANDO EM FRENTE, POR QUE NÃO?

     Pude notar aqui que o governo Lula tem readquirido o seu prestígio junto a grande parte da população. As pesquisas mostram isso. O governo segue em frente, lançando vários projetos populares, e outros nada populares.São dois caminhos que coexistem. Mas é assim, com uma barreira atrás da outra, que se cria um caminho alternativoao anterior, de submissão, tão bem elaborado após 500 anos de experiência.

    Não vou falar de política por enquanto. É só um adendo. Muita gente que espera as mudanças aconteçam na sua esquina, que seu problema seja resolvido, e não nota o ritmo das coisas. Quem não compreende esse governo, pode acabar  ficando à margem do seu tempo. Toda a sociedade civil, líderes de diversos movimentos culturais, artísticos e políticos da história recente do país estão juntos nessa batalha. Cabe a nós estarmos, também, nessa. Felizmente, pesquisas mostraram elevação da aprovação do governo em todas as subdivisões da sociedade. Infelizmente esse apoio não é refletida nas campanhas municipais. Não se compreende a ligação entre os dois níveis. Isso gera, naturalmente, dificuldades para a administração federal, que elabora seus projetos que por vezes podem sofrer relutância de alguns segmentos políticos.

     Só para registrar, nos últimos três meses, segundo afirma uma pesquisa do Ibope encomendada pela CNI, o governo saltou quase 10 pontos, chegando ao patamar dos 38%. Um número altíssimo para um governo tão chutado e já na metade do caminho. A aprovação pessoal do presidente Lula, que caiu ao início do ano, voltou a crescer gradualmente, e já atinge 58%.

     Pra finalizar, vou colocar aqui a letra de uma música, Tocando em Frente, famosa na interpretação de Maria Bethânia. Ela foi executada no último Congresso da UNE, ano passado, o maior na história dessa entidade histórica (reuniu com 10.000 estudantes, entre delegados e observadores), e foi lembrada principalmente por causa de seus primeiros versos ("ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais").
Assim, relembrando nossa história triste, arbitrária e desumana, mas também de luta e resistência heróica do povo brasileiro. A vitória eleitoral do Lula foi parte dela. Não teve sangue, mas demonstrou maior conscientização popular. É esse o caminho. E cantando com Maria Bethânia, vamos em frente por quem há de chegar sem esquecer quem ficou no caminho por nós.

TOCANDO EM FRENTE

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe,
E só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Eu nada sei.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor amargo das maçãs.
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso chuva para florir.

Penso que cumprir a vida seja simplesmente,
Compreender a marcha, e ir tocando em frente.
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
De estrada eu sou.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chora, o outro vai embora.
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz.
E ser feliz.

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso porque já chorei demais.



Escrito por Leon K. às 23h51
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     PARABÉNS, PARABÉNS

     É, o Pato Donald completou aí 70 anos de história. E haja história pra contar. Nesses momentos em que a garotada vive de ídolos efêmeros, é bom lembrar daqueles que realmente nos fazia alegres, que nos dava um lazer realmente proveitoso (pelo menos comigo foi assim). E Pato Donald foi muito importante nesse aspecto. Acima dele, nesse gênero, só a Turma da Mônica. Afinal, foi com essa turminha que aprendi a ler, com minha mãe, bem antes da alfabetização. E com essa turminha segui acompanhando durante muito tempo. Muito tempo.

     À medida que eu crescia, um pouco de meus interesses por gibis variavam. Eu já não lia historinhas inocentes como essas. Já acompanhava grandes super-heróis, como Super-Homem e BatMan. Outros, da Liga da Justiça, heróis Marvel, sei-lá-o-que mais eu não me interessava, embora tivesse simpatia por alguns, como Lanterna Verde e Ajax. E assim eu ia lendo e criando também os meus personagens. Passava horas e horas criando enredos, conspirando vilões, e encetando meus hetóis da forma que eu achava que eles devia ser e agir. Tinha muitos heróis, mas era um grupo seleto ao qual eu dava seguimento à história. Influências não faltavam. Apesar de eu, nessa fase, ter tido uma grande coleção de gibis, meu preferido foi mesmo sempre o Super-Homem. Foi um contato muito especial que eu tive. Infelizmente, os meninos com quem falo hoje não conhecem o Super-Homem. Só assistem tvs e lêem mangás. Eles têm seus heróis de hoje, para amanhã (amanhã mesmo) terem outros. Eu sou muito grato por ter acompanhado e vivido junto com o Super-Homem. Sentia seus problemas diários, no trabalho, e eu também aqui, na minha vidinha. Uma de suas histórias clássicas, ele vai a outro planeta e reencontra seu pai (seu pai mesmo, o de Krypton). Uma história superemocionante. Através dela eu me via lá, num mundo transcendental também, reencontrando meu pai, dez anos depois, onde eu o perdoava por ter me colocado no mundo, e por ter me rejeitado...

     Um dos episódios que serviria apenas para alimentar a história de batalhas e adversidades do Super-Homem em mim teve fatal conseqüência em mim. A Revista A Morte do Super-Homem, onde era ilustrada uma batalha com um monstro chamado Apocalipse, e ao final tanto um como o outro não sobrevivem. Pra mim aquilo foi definitivo. Eu não fiquei deprê nem nada, mas perdi completamente esse interesse. Com meus heróis eu também me ative a escrever histórias em que eles também morriam abandonavam sua vida de "protetores dos fracos e oprimidos". Meses depois, ainda apareceu uma revista intitulada O Retorno do Super-Homem, mas a magia toda tinha acabado.

A morte do Super.gif (29772 bytes)

     É uma pena que a garotada hoje não tenha mais que umas opções japonesas como heróis infantis pra admirar. Nem gibis mais de lazer se encontra, como Turma da Mônica. Quando muito, só esses de velha guarda. É isso aí.. mangás e animes neles.



Escrito por Leon K. às 15h01
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