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JIM CARREY, SEU BRILHO ETERNO, E PRA MIM BOAS LEMBRANÇAS
Essa semana que passou eu fui ver o filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Eu nem pensava em sair no dia, mas como o meu amigo Fábio já tava indo pra lá, e eu não faria nada aquela noite mesmo..
E valeu a pena. Embora o filme seja um pouco complicado de entender, é um dos melhores romances que já assisti. Tudo bem que a intenção era ter uma comédia por trás, mas o filme foi muito emotivo. Muito tocante, no mínimo. Um cara sensível como eu ficou fascinado por tal belíssima obra.
O filme mostra, essencialmente, a dificuldade que é tentar esquecer alguém que foi importante pra nós, alguém a quem nós amamos. Um homem contrata uma empresa de lavagem cerebral para limpar do seu cérebro uma garota. E ao ver o erro que estaria cometendo, ele tenta (dentro da própria cabeça), mesmo desacordado, barrar o procedimento. Eu não sou muito bom pra descrever filmes (o idela seria que todos assistissem, ainda tá em cartaz). Mas é muito bonito.
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Jim Carrey é o ator principal. Bem diferente daquele cara engraçadíssimo, que adora fazer caretas, esse personagem se mostra bastante tímido, reservado. É mais sensível. Foi muito bom ver Jim nesse papel.
A seu lado tínhamos a Kate Winslet (ou Rose de Titanic, como diria minha priminha). Bem diferente de sua repersentação mais famosa, ela interpreta uma garota comum, metida a rebelde, promíscua, mas que a um certo momento também se vê envolvida.

É uma recomendação. A mim foi ótimo assistir o filme. Depois disso, ainda precisei caminhar uma hora até a parada para meu ônibus mais próxima. Mas valeu a pena. Por mero acaso acabei conhecendo uma garota que por sinal, esteve sempre bem próxima (estudamos na mesma escola). Pra quem adora conversar como eu, e como ela também não tinha muita pressa, foi uma noite boa.
Hoje eu não verei nenhum filme. Depois que vi esse, vou esperar próximos lançamentos. Talvez pense que o que está em cartaz atualmente náo valerá a pena. Mas como adoro cinema, não me demorarei a ver algum novamente. Basta essa febre e essa dor de cabeça passarem.
A quem por aqui aparecer, vai essa dica. O filme é ótimo. Um grande abraço pra todos!
Escrito por Leon K. às 17h26
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O ROCK COMO REMÉDIO
Esse fim de semana foi cruel. Não pude ir pro Tributo a Raul Seixas por conta de um cansaço indescritível, e uma febre que não me deu ânimo suficiente pra sair de casa. Ontem fui fazer o Enem, que com tantas questões bestas mais parece atestado de burrice. Além de esse exame não fazer muito por mim, ainda me senti extremamente desoconfortável, isso porque já não tava lá muito bem. Saí dali febril. Somando a isso minha dor de dente, que contribuiu com a minha falta de apetite, e não comi nada, nas últimas 24h. Vou esperar a janta, pra tentar comer sem esforço, sem mastigar...
No sábado à noite tomei um comprimido pra ver se melhorava, pra poder sair. Como não adiantou, e como eu piorava cada vez mais, ainda tomei outro, que nem fiz no domingo pela manhã. Não sei porque, estava muito impaciente. Á noite tomei mais duas aspirinas, além de uma vitamina e de umas colheres de xarope. Acho que exagerei na dose. Hoje tô enjoado como não me sinto há um bom tempo. Acho que a melhor idéia é seguir o que dizem os nossos conselheiros do rock. Com vocês, TITÃS!
NÃO FUJA DA DOR Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Charles Gavin
Não tome comprimido Não tome anestesia Não há nenhum remédio Não vá pra drogaria
Deixe que ela entre Que ela contamine Que ela te enlouqueça Que ela te ensine
Não fuja da dor Não fuja da dor
Não tome novalgina Não tome analgésico Nenhuma medicina Não ligue para o médico
Deixe que ela chegue Que ela te determine Que ela te consuma Que ela te domine
Não fuja da dor Não fuja da dor
Querer sentir a dor Não é uma loucura Fugir da dor é fugir da própria cura
Do álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, 2001 www.titas.net

Escrito por Leon K. às 16h14
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Viva os Engenheiros do Hawaii! Em breve novo disco.
Escrito por Leon K. às 10h06
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A DECEPÇÃO DA AMIGA
Indagado por uma amiga sobre o amor, respondi-lhe que amar é um verbo irredutível. Ela não percebeu logo de saída o que eu quis dizer com aquilo. Nem eu mesmo soube o que responder além disso. Esse negócio de amor, acho meio perda de tempo ficar raciocinando sobre, declarei-lhe. Como ela insistisse (“Como assim, irredutível?”), tive que me desdobrar em esforços e minudências explicativas – coisa que, confesso, me causou certo enfado.
Disse-lhe que as pessoas trabalham com um certo conceito de amor, não com as sensações reais, físicas do amor. A maioria das mulheres e homens de nossa civilização ocidental move-se com base em modelos – de pessoas, de relações. Cada qual tem seu príncipe ou sua dona ideal e se esforça por encaixar seus pares nesse modelo. Como, via de regra, o encaixe não acontece, as frustrações são inevitáveis. E toca casal brigar por dá-cá-aquela-palha.
Como ela ficasse com seus incrédulos olhos negros fitos em mim, como a perguntar “como pode um poeta pensar assim?”, procurei ilustrar meus argumentos fazendo o histórico da fidelidade e da instituição casamento e seu papel na opressão da mulher. Mas parece que não fui muito feliz em demonstrar que a fidelidade, considerada índice de amor (“quanto mais exclusiva a atenção que alguém me dispensa, mais esse alguém me ama”), ao fim e ao cabo, não passa de um construto ideológico que reduz o humano, sobretudo quando do sexo feminino, a propriedade de um outro humano.
Em resumo, tentei mostrar que o amor não é natural. Antes, é mediado por um conjunto de valores. E que o melhor é amar, sem pré-juízo, as pessoas reais – não as modelares, ideais – reconhecendo sempre quanto o amor é falível, precário...
Não adiantou muito: minha amiga foi-se decepcionada. (Não sei se comigo, ou se com o amor).
Elder Vieira
Escrito por Leon K. às 17h10
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ESTAMOS SÓS?
Em 27 de julho de 1952 o inspetor de alfândega peruano, Domingo Troncoso, captou esta imagem nas proximidades de Puerto Maldonado. A visão foi corroborada por várias testemunhas. Fala-se de um avião a jato. Sucata espacial?
Ontem, como cheguei em casa tarde, na hora em que fui comer a tv estava ligada no canal Band. No programa Boa Noite ao Brasil, algo assim (perdoem a minha ignorância, não tenho assistido tv nos últimos tempos - o que é até bom) estava uma mulher que dizia ter contatos freqüentes com seres extraterrestres. O apresentador Gilberto Barros mostrava-se (autenticamente ou não, ele é um apresentador, acredite quem quiser) bastante sério, interessado no assunto, e, como cristão, preocupado. Levantava a questão dizendo que se tudo aquilo fosse verdade, toda uma história, as igrejas, as religiões, tudo isso desceria pelo ralo. Até o Wanderley Cardoso, ex-ídolo da Jovem Guarda, que já tinha visto figuras estranhas, e outrora teria acreditado que eram ovnis, agora "aceitou Cristo", e aquilo que considerava OVNI hoje é produto do "maligno"(o diabo). Dizia que seres extraterrestres não podiam existir, afinal não haviam sidos concebidos por Deus. A mulher que há 16 anos contatava seres de outros mundos era cristã (???) e logo tratou-se de explicar aquilo sob essa égide, dizendo que a Bíblia explicava isso quando Jesus dizia que "há muitas moradas na casa de meu pai".
 Isso são OVNIs? Nesse clima, nesse crepúsculo, não é difícil imaginar que possam ser apenas reflexos de luzes nas nuvens, ou podem ocorrer, como dizem alguns especialistas, devido à alta tempeatura
Como Gilberto Barros bem disse, de fato é muito complexo pensar o cristianismo dentro desse novo momento, caso algo seja descoberto. Particularmente, eu diria que é terminantemente impossível que tais seres não existam. Vivemos em um universo de proporções infinitas, é muita ingenuidade pensar que estamos sozinhos nesse breu. Além do mais há inúmeros casos de abdução (não sei se é essa a palavra), onde pessoas foram seqüestradas, ou convidadas a conhecer outros mundos. Muitas viraram escravas, outras viraram "referência" para os ETs na Terra. É claro que a maioria absurda dessas histórias não passa de fantasia, balela, busca por popularidade. Mas, como também foi citado ontem, muitos governos atuam nessa área, todos com informações secretas, sendo proibidas a sua divulgação. Quem nunca ouviu falar da Área 51, base ultrassecreta, na qual pouco se sabe o que investigam especificamente, localizada no deserto americano.
#Área 51 Deserto do Nevana
Enfim. É claro que não há casos comprovados e divulgados de intervenção extraterrestre em nosso planeta. É um assunto particularmento rico e interessantíssimo. Eu acredito piamente, tanto na existência de seres extraterrestres, como acredito que alguns deles estão num estágio de evolução muito superior ao nosso, mas que é inerete a todo o processo animal do universo. Um dia a gente chega lá.
Escrito por Leon K. às 21h28
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SATISFAÇÃO MINHA E APROVAÇÃO GERAL
Eu sempre gostei de blogs, mesmo antes de fazer um. Embora os lesse com pouca freqüência, mas sempre visitava uns aqui e ali. Achava interessante o que pessoas anônimas poderiam fazer, demonstrando que grandes escritores e pérolas de textos não existe apenas no ramo comercial, famoso. Não precisamos comprar livros de autores consgrados para ler um bom poema. E não é só nos jornais que se encontram crônicas e críticas do dia. Blog é uma das melhores coisas que a internet proporciona, porque permite o desenvolvimento individual, e lhe concede um espaço que cada pessoa pode fazer grande.
Eu nunca me imaginava, ter um blog. Não, não, parecia algo sempre distante. Tanto porque eu não imaginava que poderia acompanhá-lo, talvez por falta de tempo, ou por achar que não teria como pôr mais textos, que uma hora a cabeça ia vazar, que ia me dar branco (sempre dá, mas sempre consigo enrolar). De uma hora pra outra eu decidi fazer um blog. Numa tarde eu visitei vários outros, vi o que podia fazer, e elaborei o meu. Não tinha grandes pretensões, o que queria apenas seria colocar textos que agradassem a mim, textos que eu recomendaria a quem quisesse me consultar. Teriam meu blog pra isso. Colocaria crônicas, poesias, postaria coisas de meu cotidiano, faria críticas a isso ou aquilo, enfim. Não estou fazendo tudo o que planejava, mas estou fazendo mais do que achava que ia fazer, devo admitir.
No princípio era como dizia o Pinho, outro blogueiro: "antes eu escrevia às paredes". E comigo era assim, até dia desses. Agora, até que tá sendo mais visitado. Tenho visto mais blogs por aí, e comentado, e é bom quando o pessoal vem retribuir a gentileza. É sempre bom receber comentários. Eu pensei em acabar com o blog (na verdade, todo dia penso), mas como já disse eu o mantenho como um reduto. É bom ter um lugarzinho seu, ainda que virtual.
Aos que passam por aqui, meus sinceros agradecimentos. Fico feliz com a visita de quem quer que seja. Por favor comentem! Deixem a sua marca, demarquem o seu território. Esse blog é meu, o que é meu é de todo mundo.
PS: olha só isso. Não é grande coisa, mas levando em conta que é meu blog...rsrs
obs: foi o meu segundo voto, apenas
 Seu voto está registrado Nota média desse blog: 8,9 8 pessoas já votaram
Escrito por Leon K. às 20h21
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UM HOMEM NA HISTÓRIA
Há exatos 50 anos, o homem que seria lembrado como a principal figura política brasileira do século XX, tirava a própria vida com um tiro na cabeça.
Getúlio Vargas chegou ao poder em 1930, aproveitando-se do clima de euforia instaurado após o fim da República Velha, quebrando o anterior regime oligárquico São Paulo-Minas. Embora houvesse o interesse dos setores progressistas na mudança daquele sistema, a 'Revolução de 30', como ficou historicamente conhecida, foi o passo inicial pra entrada do Brasil num novo rumo que não seria propriamente o da emancipação. Os próprios tenentistas, que apoiavam a revolução, acabaram ficando insatisfeitos com Vargas, os comunistas, que representavam os setores operários também logo pularam fora do barco (foi um momento peculiar, na verdade muito semelhante ao nosso de hoje. Um momento em que estavam se confrontando dois caminhos num mesmo governo. O Brasil continuou a seguir o traçado de submissão aos oligopólios internacionais. O Partido Comunista utiliza esse exemplo pra permanecer hoje frente ao governo, para que não seja mais uma vez perdida a oportunidasde estratégica).
O primeiro mandato de Vargas, de 1930 a 1934 baseou-se nesse contexto. Após os quatro anos, houve a promulgação de uma nova Contituição Brasileira, que apenas dava alguns retoques na estrutura social, e ampliava o Governo de Vargas até 1938, quando haveriam eleições gerais para o presidente sucessor. Em 1935, diversos setores de cunho progressista da sociedade de então organizaram a Aliança Nacional Libertadora(ANL), que teve rápida ascensão popular e logo se tornou preocupação para as elites políticas, uma vez que à frente desta aliança estava o Partido Comunista do Brasil(então PCB - hoje PCdoB), tendo Luís Carlos Prestes, conhecida figura política, como presidente de honra. Após a divulgação de um documento onde Prestes propunha à sociedade a instauração de um novo governo, popular, antiimperialista e antifeudal, o governo aproveitou-se para considerá-lo subversivo, e de tal forma, colocar na clandestinidade esse agrupamento que tantas ameaças causava.
Após a decretação de ilegalidade da ANL, o movimento progressista caiu rapidamente. Em questão de semanas, a revolução comunista, como planejava a União Soviética, que parecia tão próxima, no Brasil, ficava cada vez mais distante. Então, de forma impensada, pouco calculada e errônea, o partido lançou-se à tentativa armada, nos quartéis, confiante na rebelião de várias guarnições e no movimento de massas, via greve geral. Nada disso aconteceu, e a revolta foi um fracasso. O levante ocorreu precipitadamente (sem ordem central do partido Comunista) em Recife e Natal (onde, por três dias, foi a única cidade das Américas a ser regida por um governo comunista, sendo estatizado o serviço de transportes, confiscadas as propriedades de terras das regiões próximas que se punham acima do teto decretado, e estatizado o sistema financeiro, sendo barrada após a tentativa de crescer ao interior no episódio de embate da Serra do Doutor), e no Rio de Janeiro, agindo de forma desordenada, devido à pressa e ao pouco planejamento, o movimento foi rapidamente contido pelas tropas do governo, que já estavam bem preparadas. O próprio Luís Carlos Prestes admitiria anos depois, em sua autocrítica, que aquilo não passou de uma 'quartelada'. Hoje o Partido Comunista do Brasil vê essa revolta como um dos mais graves erros de sua história.
Houve perseguições de comunistas em massa, em todo país (sendo presos, inclusive Olga Benário - que seria entregue à Gestapo e morreria na câmara de gás em 1942 - e Luís Carlos Prestes - que passaria dez anos preso). Os movimentos de oposição ao regime de Vargas minguam completamente. Dois anos depois, para se manter no poder, a trupe de elite elabora um forjado documento (Plano Cohen) onde o Partido Comunista estaria planejando uma revolução armada, mais bem planejada e sem chances de reação do governo getulista. Com isso, justifica-se o golpe que Vargas daria, cancelando as eleições de 1938 e mantendo-o no poder por tempo indefinido. Era o Estado Novo, onde Vargas instalaria no Brasil um regime de clara inspiração fascista, semelhante ao da Itália de Mussolini, que pregava o Estado Forte, o Estado Total, acima de tudo. O próprio conjunto de leis deliberado aos trabalhadores, a CLT, é praticamente a cópia da 'carta del lavoro', objeto semelhante lançado pelo Duce.
Nesse final dos anos 30, o governo ditatorial de Getúlio Vargas praticamente não vê oposição. A imprensa (que era quem mais o atacava no período democrático) estava nas mãos do governista DIP, célebre Departamento de Imprensa e Propaganda, e na política não havia oposição legalizada.
Embora o governo de Vargas simpatizasse com o alemão, por pressão dos norte-americanos o Brasil declara guerra a Hitler em 1942. Seria a maior expedição militar brasileira na história, e tornaria-se aí o único país da América do Sul a intervir nos assuntos europeus.
Após o fim da guerra, o governo de Vargas vê-se então, acuado novamente, apesar da vitória. Os próprios combatentes agora punham-se contra o governo, com o discurso de que "se fomos lutar contra o totalitarismo na Europa, não podemos viver sob um regime totalitarista". Os comunistas nesse momento, estavam a apoiar Vargas, afim de conquistarem o registro (estava na clandestinidade desde os anos 20), e enfim conseguiram. Vargas não pôde conter o movimento dos militares pela sua deposição, e deixou o poder.
Agora atuando dentro dos marcos institucionais, decretados na Constituição de 1946, Vargas concorreria e ganharia as eleições de 1950, para seguir no poder até 1955. A oposição dessa vez não era comunista (os comunistas cresceram tanto após a deposição de Vargas em 45 que no ano seguinte já seriam o terceiro maior partido brasileiro), e sim de uma direita mais radical, mais efetiva. Como o governo de Vargas seguiu um caminho de centro, inclusive com certas políticas de esquerda, as elites, agrupadas na UDN (União Democrática Nacional) desejavam vê-lo fora do poder a qualquer custo. Seu líder, o jornalista Carlos Lacerda (inimigo político declarado há vinte anos), dizia que Vargas "se se candidatasse a presidente, não poderia ser eleito; se eleito, não poderia tomar posse; se tomasse posse, não poderia terminar o mandato". Vargas iria se suicidar em 24 de agosto de 1954, derrubando a popularidade de Lacerda, devido à comoção popular, e atrasaria em dez anos o golpe que o Brasil sofreria por políticas de esquerda em tempos de democracia (João Goulart seria a vítima)
A morte de Vargas teve plena repercussão política. O país que se via dividido, entre os que apoiavam seu populismo e os que queriam sua queda estava caminhando pra um fim inevitável. Vargas de fato não terminaria o mandato. Ele seria deposto antes disso. Por isso eu disse que sua morte atrasou em dez anos o Golpe. Foi o tempo necessário para que passasse a comoção pela sua morte e o contexto favorecesse tal atitude da parte dos conservadores. Vargas deixaria como legado de seus mandatos um país rico, com um aparelho estatal forte, pela Petrobrás, CSN, Vale do Rio Doce, a CLT, e deixaria a crença de que comunistas comem criancinhas.
Entre personalidades políticas que conviveram com Vargas, Lacerda caiu no ostracismo após seu suicídio, morreria anos depois. Luís Carlos Prestes voltaria a ser grande liderança comunista, mas nos anos 50 trai o movimento comunista, com uma nova tese e um novo programa para o PCB, abandonando a revolução por um "caminho pacífico ao socialismo". Seria importante personalidade, mas que decairia muito, sendo nos anos 70 expulso do PCB por "esquerdismo exagerado", tentado um lugarzinho no PT nos anos 80 e morreria em 1990 praticamente fora do grande movimento comunista.
Escrito por Leon K. às 21h30
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Tenho grandes frustações e decepções.
Tenho grandes euforias. Amo e odeio apaixonadamente.
Uma vida intensa, difícil, saborosa! Acho a vida uma grande aventura.
Espero que os idiotas me compreendam.
____ Samuel Rawet (POL) (1929-1984)
Escrito por Leon K. às 20h21
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O PALHAÇO
(...) E eu fazendo esse palhaço que eu sou, eu encontrei essa coisa. Provocar, burlar e fazer o que o público quer. Isso era tudo o que eu buscava em minha vida. Por certo eu não mudava o mundo, mas os palhaços nunca mudaram o mundo, passam o tempo tentando sem nunca conseguir. Por isso são palhaços.
Os palhaços gostam do fracasso e das ações ineficazes, são perdedores alegres e isto é a verdadeira força que têm, nunca se cansam de perder. Desfrutam de cada fracasso e voltam em seguida a fracassar de novo, diluindo assim as certezas das pessoas sérias e que nunca duvidam.
Então, esse sangue que pareço ter na minha cabeça, esse sangue que tenho sobre a minha camisa, esse sangue que tenho no meu coração, esse sangue que está todo em mim é tão patético e inútil em seu simbolismo porque é sangue de um palhaço. Um sangue que não vem de uma grande luta ou em nome de uma causa heróica. É sangue de brincadeira, ao mesmo tempo verdadeiro e pouco importante.
Escrito por Leon K. às 20h08
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GELO
Andando pela rua. Rua molhada da chuva. Chuva fria, gelada. Gelada a cerveja em cima da mesa da birosca. Birosca podre, galera cheirando no banheiro. Banheiro vomitado. Vomitado o rapaz jogado na sarjeta. Sarjeta nojenta, guardando todas as excreções da noite. Noite estrelada, embora fria. Fria foi a recepção da menina em casa. Casa fria e velha. Velha era a mãe da menina. Menina!!! Cadê a cerveja que tava aqui? "Aqui em cima", gritei enquanto entornava a garrafa. “Sabe como é, né? Cheguei querendo amor e recebi um raio de gelo. Gelo por gelo, fico com a minha ceva“.
Extraído de http://beckandroll.zip.net/
Escrito por Leon K. às 19h53
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Escrito por Leon K. às 11h26
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É, ainda há uma opção.
Escrito por Leon K. às 11h10
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- Onde é o Paraíso? - O Paraíso é aqui. - E o Inferno? - É aqui pra quem não sabe que aqui é o Paraíso.
Escrito por Leon K. às 15h54
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SOBRE CINEMA
Até um tempo atrás, pensar em filmes brasileiros, pra mim, era imaginar a própria mediocridade encenada. Ainda existe em algumas pessoas preconceito contra filmes nacionais.. a imagem que se tem são o "pornografismo" dos anos 70 e 80, recheados de palavras que em nada contribuíam para a formação de um bom vocabulário, e enredos pobres, pouco interessantes. No entanto, a partir de certoi momento dos anos 90, depois de uma fase de ostracismo, o cinema nacional ressurgiu de fato trazendo não coisas novas, mas algo que era raro ver nos cines tupiniquins. Ver um filme brasileiro, principalmente nos últimos 10 anos, tornou-se algo tão comum, interessante, divertido, enfim, como ver um filme estrangeiro (leia-se americano).
 Eu adoro cinema. Talvez, se não é o meu lazer preferido, é um dos que mais prezo. Tô sempre saindo pra ver um filme, nem ligo mais pra questões de nacionalidades. Já devo ter assistido mais de dez filmes nacionais em cines, uns cinco filmes latinos, alguns orientais, embora a maioria esmagadora ainda seja americana (não podemos ser hipócritas). Mesmo assim, raríssimas vezes foram as que saí de casa pra ver um filme e voltei decepcionado. O cinema hoje tá muito diverso, acho que em questão de anos, a monopolaridade americana acaba. Eles podem até ter o monopólio de grandes produções, que exijam grandes cifras e elevado acervo tecnológico. Mas filmes de menores portes terão de fazer muito pra ganhar da concorrência estrangeira. Embora a democratização das produções cinematográficas seja muito bom, no sentido de que teremos opções variadas, de diversas tendências culturais, há o lado mal de que havendo um decréscimo nos lucros com mesoproduções, as grandes produtoras não terão bases que sustentem os megafilmes. O que pode levar a um futuro recheado de filmes medianos...
Mas pra isso, há planejamentos, e produções conjuntas e diversas formas de se evitar essa péssima previsão. Fiquemos com nossos filmes, brasileiros ou não, e ótima diversão.
Escrito por Leon K. às 16h40
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SOLIDÃO
A solidão é fera, A solidão devora. É amiga das horas, prima-irmã do tempo. E faz nossos relógios caminharem lentos, Causando um descompasso no meu coração.
A solidão é fera. É amiga das horas. É prima-irmã do tempo. E faz nossos relógios caminharem lentos, Cusando um descompasso no meu coração. Solidão... A solidão dos astros. A solidão da lua. A solidão da noite. A solidão da rua...
Alceu Valença
Escrito por Leon K. às 03h57
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NA PAZ
Lá rá rá... baby, baby, eu me vou... fim de semana chegando... eeeu voooou...
Apesar de o semestre ter começado bem, essa semana tem sido enfadonha pra mim. Não sei o que me desestimulou tanto. No curso tá tudo em cima. Mas assistir umas matérias do médio.. uff, o mundo se acabando lá fora e eu trancado numa sala estudando química...
Fazer o que numa hora dessas? Não sei, e não vou me ater a isso, agora. Quero mais é descansar a cabeça (tenho umas pesquisas pra fazer em casa, mas há uma pequena diferença entre você estudar no seu quarto e num laboratório friíssimo, por vezes.) Vou assistir a Olga (não sabia que seria tão propagado como foi). Vou passar um tempo na net. Vou ler Crime e Castigo (retomei a leitura hoje rsrssr). Enfim, vou fazer o que não me é cansativo.
Já tô vendo o soninho que levarei no ônibus, quando for para casa.. mas ainda vou fazer muita coisa, hoje. Além de comer bastante, vou ver se conecto à noite, também. Não posso perder tempo nuns trabalhos, e não posso deixar pra depois conversas tão interessantes que tenho. Haja café, pra me segurar. Foram só umas 3 a 4 noites de sono, por noite, durante esses dias. Fala-se que dormindo tão pouco envelhece-se mais rápido. Deve ser por isso o povo acha que eu tenho pra lá de 20 anos...
Escrito por Leon K. às 20h45
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BONS TEMPOS
Hoje o dia foi leve. Sexta-feira é sempre assim. Os últimos dias tenho entrado bastante na net, daqui mesmo, do CEFET. Pelo menos tenho lido bastante, tenho escrito algumas coisas para esse blog.. (só não tenho feito aqueles trabalhos chatos de gestão empresarial)
Acrescentando algumas coisas no blog, como acontece com todo mundo comigo às vezes some o que colocar aqui. Aliás, não às vezes. Sempre some. Acho que nos próximos dias vou começar a me organizar pra mim mesmo, aqui. Acho que vou fazer tipo colunas, onde falarei sobre cinema, sobre algum livro que por ventura eu ler, sobre tv (embora eu nem saiba mais o que é), sobre esporte (futebol, melhor dizendo), sobre net mesmo, sobre um monte de coisas. Assim, sempre vai tendo o que colocar. Isso colocando também os meus posts eventuais, do cotidiano, de não dizer nada..
Eu tenho até estado feliz, com esse blog. Nos últimos dias tenho gostado do que escrevo (adoro ler meus posts) e me agrada saber que tem gente gostando do que vê também, aqui. A minha queridíssima Jordana tem sempre entrado, dado um toque, enfim. Um comentário dela aqui é sempre de muitíssimo bom grado. O garoto Fábio (em breve soldado rsrs) mal entra aqui, mas parece que até a ele estou agradando (o que não é fácil). Mas é isso aí.
Blog bom, garoto feliz. Tudo em dia. Grande abraço!
Escrito por Leon K. às 20h33
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ASSOMBRADO POR RASKOLNIKOV
Acho que a leitura não tem me feito bem.. talvez o que eu tenha lido. Lembro que há três semanas eu tava lendo um famoso livro de Dostoievski, Crime e Castigo, porém muito inquietante. Embora eu até goste (demais) de novelas (não tô falando de tv) que de fato entrem na nossa cabeça, e nos prendam a elas, depois de ler um capítulo daquele livro eu senti um esquisitíssimo mal-estar. Além de passar o dia inteiro com enjôo e sem o menor apetite (não comi nada, nem no dia seguinte) ainda sofri uma série de males, como um cansaço, febre, dores de cabeça e até uma infecção intestinal todo um conjunto de males que me manteve à cama durante uns três dias. Naquele momento eu interrompi a leitura e só peguei no livro novamente na sexta-feira da semana seguinte. Coincidência ou não, o fato é que eu tive umas tonturas horríveis, a ponto de mal entrar na net.. acho que só entrei na sexta à noite.. esse fim de semana foi o primeiro que não entrei das últimas 'x' semanas. Claro que eu não quero assustar ninguém (rsrs sou muito mal nisso). Hoje vou pegar o livro novamente, senão não termino mais de lê-lo. Mas vai entender...
Escrito por Leon K. às 20h55
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VEJA, O GOVERNO LULA E A CAPA DA DISCÓRDIA

Quem acompanha os jornais pôde notar como nesses dias tem se instalado na mídia uma onda de críticas ao governo federal, que passa pelo seu melhor momento desde a posse. Essas críticas baseiam-se principalmente nas posturas dos presidentes do Banco Central e do Banco do Brasil. Mas uma outra, muito mais séria, tem decididamente dividido os setores atuantes no cenário político nacional.
Como se vê acima, a Veja dessa semana dedicou uma capa a bater de frente com um projeto do governo federal, que visa à criação de um conselho de jornalistas de modo que possa ter um levantamento das reportagens que são veiculadas na mídia, afim de que não seja passada à opinião pública matérias mentirosas e intenciosas (o que é muito comum na nossa imprensa).
A Veja nunca foi flor que se cheire. Seus editoriais, seus especiais, são sempre editados e enfeitados de modo a fazer seu leitor sentir-se um intelectual, embora seja talvez a publicação mais enganosa na grande mídia brasileira. Quem leu essa matéria definitivamente sabe qual é a posição da revista em relação ao atual momento político brasileiro. Poucas matérias históricas da revista certamente foram tão críticas e tão contundentes como as publicadas nas últimas semanas. Nessa matéria a revista simplesmente coloca o governo numa posição em que em nenhum momento este pretendeu estar. Simplesmente comparou-o à antiga "ditadura soviética", "instaurador do novo totalitarismo", "inimigo da imprensa e do povo", e ainda citou personalidades de modo a demasiar seus argumentos. Entre os entrevistados, ninguém menos que William Bonner (um dos mais conhecidos jornalistas brasileiros) faz duras críticas ao governo Lula. E àqueles jornalistas que acompanham e aprovam a idéia do governo, a revista taxa de trabalharem nisso ou naquilo "quando lhe convém". Pra dar um ar de moralidade, a revista consultou até mesmo o petista Christovam Buarque, ex-ministro da educação (o qual tive a honra de conhecer no Congresso da UNE). O sr. ex-ministro nunca foi um defensor muito próprio das idéias progressistas que hoje crescem no seio do governo, embora tivesse as suas qualidades políticas. Não foi à toa que foi logo descartado por Tarso Genro, com menos palavra e mais atitude.
Se o Brasil quiser passar pela nova ditadura petista, que apóie essa matéria do governo, propaga a revista. Uma pena que milçhões de cabeças se deixem influenciar por uma leitura tão pobre e insinuante. A Veja fez sua história subindo a escada do oportunismo, até chegar onde chegou, com esse ar de "baluarte do moralismo político brasileiro". Trocentas vezes essa publicação da editora Abril (curiosamente onde estão algumas de minhas revistas preferidas, como SuperInteressante e Placar) lançou às ruas criticas infundadas a personalidades políticas brasileiras, sem prova alguma, como faz hoje com Henrique Meirelles, que está ajudando a tirar o país do buraco. Num exemplo célebre, em 1993, a revista na maior sem-cerimônia cismou com o então deputado Ibsen Pinheiro, e, junto com a revista IstoÉ (exatamente como hoje) o enchurrou de acusações sem nexo, que posteriormente o levaram à CPI dos Anões do Orçamento, onde teve seu mandato cassado. Sobre esse caso e em muitos outros que resultaram simplesmente em carreira pública arruinada, a revista simplesmente "lamenta os enganos que cometeu".
O povo brasileiro tá longe de ser um povo consciente e crítico. Uma enxurrada de críticas como a que acontece entre na cabeça de todos e não sai mais, vira clichê, marca do mandato, do período. Fazer matérias cujas intenções não se conhece serem publicadas não deve ser o caráter de uma publicação tão popular e no nível que está. Não é à toa que há a idéia de criar esse conselho. É para que o povo tenha acesso não a reportagens intenciosas e malfeitas, mas sim por um jornalismo sério e imparcial. Não é o que se vê. A Veja simplesmente refuta os acordos que o Brasil tem feito com países que vivem sob um regime democrático não-ocidentalizado (ditadura, na linguagem oportunista), como China, a Líbia e alguns países africanos, como o Gabão, a Etiópia. Cita velhas ditaduras do século passado, como o Camboja 'comunista' de Pol Pot, a Itália Fascista, e no final tenta dizer que "o Brasil não tá nesse caminho. Mas o PT anda apenas confuso." E ainda abre espaço para um antropólogo que diz que "o governo do PT tem o emblema de Janus, o deus bifronte da mitologia". O que ele quis dizer com isso? Simplesmente que, embora os jornais alardeiem a queda do desemprego, a recuperação da economia, e outras (muitas) boas notícias, em um outro lado, mais obscuro, por baixo do pano, o Brasil tá caindo num buraco negro seguindo o caminho de uma hierarquia instaurada, um gorila que vigia cada macaco no seu galho. E ainda alerta, na forma mais clara possível: "É um perigo." Não, não é um perigo. É um indício do novo momento em que vivemos. O momento em que se colocam, cada vez mais, frente a frente, a dualidade e as contradições do nosso tempo.
Claro que ninguém vai ler isso. Devia mandar prum dos vários grupos de discussões de que participo, ou poderia mandar pra um daqueles fóruns do orkut onde aqueles jovens pseudo-intelectuais veneram o Mainardi. Mas fica o repúdio. E o meu alerta.
 Presidente Lula em parada militar: estaria expressa nele a primeira ditadura tupiniquim do século XXI?
Escrito por Leon K. às 20h28
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CHICO MENDES VIVE
Tive umas aulas de Sociologia essa semana, e numa das perguntas da professora, soube que ninguém na minha sala (ninguém!) ouviu falar em Chico Mendes. Eu vi uma filme dia desses chamado Amazônia em Chamas, que mostra boa parte da vida militante de Mendes nas florestas acreanas batendo de frente com interesses (e com exércitos) da grande elite nacional, que queria limpar o território e construir uma estrada para transporte de carga, e para levar 'progresso' à Amazônia.
A vitalidade, a paixão, a moral com que Chico Mendes trata os interesses de seu povo (ele não tinha interesses próprios) são características inatas de homens que deixam uma marca, e uma história a ser lembrada. Faz mais de 15 anos de sua morte (ele morreu assassinado em sua casa em 1988), e de lá pra cá o cenário político brasileiro mudou muito. Embora ainda haja muuuita injustiça nesse país, nós vivemos hoje sob uma nova édige, uma nova orientação. A burguesia nacional adquire nesse momento uma posição mais lado-a-lado com o governo, trabalhando um projeto de nosso cunho, uma alternativa aos golpes internacionais que o País vinha sofrendo. E o povo pode sonhar com uma situação melhor. Embora a emancipação só venha carregada por muita luta, e muito mais sacrifícios, os que nos anos 70 e 80 lutavam com Chico Mendes, hoje estão à frente de grandes órgãos dirigentes do País (ele certamente seria ministro se ainda vivesse). Vamos fazer a nossa parte e seguir a luta que Chico Mendes iniciou.
Escrito por Leon K. às 18h45
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E um pai palestino chora a morte de sua filha de poucos dias. Ele apenas a levava pro hospital, mas foi impedido. Impedido por soldados judeus.
  Soldado israelense obriga taxista a abandonar seu carro, Sharon dá as ordens para mais uma chacina sobre os palestinos, e jovem palestino de 13 anos atira pedras a um tanque israelense (ele seria preso e fuzilado 10 dias depois)
O que os judeus fazem hoje com os palestinos (com todos nós, por que não) não é menos do que com eles fizeram os adeptos de Hitler durante a Segunda Guerra. Os que hoje constroem o 'nazionismo' (termo cunhado de modo a igualar o nazismo alemão com o sionismo judeu) repelem de tal forma os palestinos, que a palavra mais adequada nesse caso seria varrer um povo em nome de uma ideologia (em forma de religião), sob a qual a terra em que viviam estava destinada aos judeus, e coisa e tal, e pá pá pá.
O que eu vou fazer aqui não é aula de história ou sociologia ou outra coisa qualquer. Só queria registrar aqui a minha indiginação perante a odiosa atitude dos judeus, que já sofreram agressões em suas medidas, mas que hoje está na linha de frente dos povos exploradores. Enquanto a tv nos mostra os vilões terrosistas-palestinos-homens-bomba, o verdadeiro montro nessa batalha não mostra sua faceta. Está muito bem sob a pele de cordeiro.

Escrito por Leon K. às 18h22
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MATINÉE
Luz! Câmera! E ação!!!
Quem não gosta de um bom filme, hein? Infelizmente, nesse recesso eu não pude ver nenhum filme, já que meu vídeo tá abaixo de zero, e como minha carteirinha tava emprestada, eu não tava muito afim de pagar umas inteiras pra curtir um de mes lazeres preferidos. E os filmes da tv... é, não vi filmes nesse recesso. Mas essa semana eu pude trazer uns filmezinhos e vi aqui mesmo no CEFET, numa sala vazia. Os filmes eram Mundo da Lua e Roxanne, e estão longe de ser lançamentos. O primeiro eu lembro que assisti numa madrugada aí, nos Corujões da vida, há pelo menos uns dois anos. Quando o vi na locadora, não tive como não escolhê-lo para assistir novamente. É estrelado com Mel Gibson (em 1990), e passa-se no finalzinho dos anos 60, sob aquele clima de conquista que se vivia com a ida dos primeiros astronautas à lua. Como físico e que era, ele soube passar para seu filho a paixão que é estudar e viver a astronomia. Quando foi noticiado que o homem estaria na lua dali a poucos dias, ele e seu filho abandonaram a cidade e a vida pacata, pegaram o carro e trataram de correr para ver se chegavam na lua antes dos astronautas... (!) belíssimo filme!
Roxanne eu não tinha assistido (apenas ouvido falar), e na verdade deve ter sido lançado contemporaneamente com o filme do Gibson(também é de 1990). Esse é uma comédia romântica, onde um chefe de bombeiros narigudo, interpretado pelo genial Steve Martin, se vê obrigado a fazer todo um clima para que um de seus empregados conquiste uma mulher (Julia Roberts), à qual ele próprio está apaixonado (ele sabe que ela também gosta do bombeiro). O filme é gostoso de se ver, é leve, despretensioso, é maravilhoso. Um ótimo desenlance até o final. E ainda tem em sua trilha sonora a perfeita música homônima da banda inglesa (se não me engano) Police.
Foram os filmes que eu vi por conta própria. Dia desses (ontem, na verdade) foi exibido na Globo o filme A Mexicana. Tudo bem que não é nenhuma superprodução, mas é um filme engraçadíssimo, que se baseia numa lenda, de uma pistola, e tal, e tal, e tal. Eu vou ter de apresentar essa lenda num trabalho escolar, todo em espanhol. Baseado nesse filme (por isso o conhecia). Mas na verdade eu não assisti o filme (adormeci) e estou perdido na interpretação...
Mas o bom mesmo, no tocante a filmes, foi ter passado há uns dias atrás o genial filme Planeta dos Macacos. Querem uma palavra como definição? Perfeito! A maioria das pessoas que conheço não gostou, uns acharam um bom filme, mas pra mim foi muito além. Poucos filmes nos proporcionam tantas mensagens como esse. Desde os toques cômicos, os instantes de reflexão, os momentos de aventura, é uma masturbação mental sem fim! Na minha opinião é um dos melhores (senão o melhor) filme que já assisti nessa minha passagem efêmera por aqui. E o final??? Muita gente não gostou do filme por causa do final... que nada, o final é a melhor parte. Eu o veria zilhões de vezes. Gravaria os últimos cinco minutos e veria à exaustão! Aquele instante, em o nosso protagonista (o astronauta Davidson) entra no famoso Capitólio (onde hoje está uma estátua de George Wanshington, primeiro presidente americano), e ao invés de seu herói nacional, ele vê o que vê... e lá fora, então? Quem o espera? Dezenas, dezenas de policiais, jornalistas, civis... mas não são os que conhecemos.. eles têm um detalhe... eu não vou contar a cena, para o caso de alguém que ler isto (como eu sou bobo) não ter assistido o filme. Mas é um final surpreendente para um filme interessantíssimo. Os instantes finais são coisas que nunca vi em filme algum! Parem de falar em qualidade na maquiagem, em momentos descartáveis do filme.. pô, é um filmaço, e é tão desperdiçado...

Sei não. Eu não sou cinéfilo nem nada, mas esperarei ansiosamente por uma continuação dessa nova versão de Planeta dos Macacos, que certamente há de chegar (quem viu o filme sabe porque). Embora esse não passe todos os questionamentos a respeito do caminho que a humanidade estava tomando, como acontece na versão original, de 1968, esse filme é menos filosofia e mais ficção. É um bom filme pra quem não quer pensar em nada, mas é um ótimo filme pra quem quer saborear umas boas doses de lógica, onde se explica, passo a passo como a situação chegou àquele ponto. Sem falar que a produção também passa suas críticas, à nossa sociedade, enfim. É um filmão, apesar de ter sido bombardeado por todos os lados. Por toda a crítica, e por todo o público. Não vou discutir mais. rs
Tem os filmes novos, aí. Faz um tempo que não vou ao cine, mas não vou perder o filme Olga, que mostra bem como o cinema nacional pode ser tão interessante quanto o estrangeiro (leia-se americano). Embora eu não seja lá um grande admirador da história de Olga Benário, e tenha muitas críticas a respeito do famoso líder comunista Luís Carlos Prestes (cujos atos tiveram repercussão - positiva e posteriormente negativa - repercutem até hoje no nosso cenário político), não perderia uma bela oportunidade de conhecer mais de personagens importantes de nossa história e que são tão pouco lembrados. Não é uma diversão, é claro. Mas certamente terá valido a pena ver.
Fico por aqui. Hoje não tem filme bom na tv, mas é que vou ter de sair amanhão cedo. E eu ainda estou em casa (na escola, bem entendido).
Escrito por Leon K. às 20h48
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O que traz o imperialismo americano? Fome, miséria, Afeganistão...
Escrito por Leon K. às 13h46
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