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D'UMA OUTRA ESTAÇÃO
"Sei que tenho um coração/ Mas é difícil de explicar/ De falar de bondade e gratidão/ E estas coisas que ninguém gosta de falar."
Renato Russo (1960/1996)
Assim começa a música Sagrado Coração, canção do último álbum de Inéditas da Legião Urbana (Uma Outra Estação). Só por esses versos já se imagina a melancolia que é a música - melancolia essa que se estende a outras faixas. Eu procurei aproveitar uma promoção que tava rolando pra comprar dois cds da Legião. Mas o estoque já era, e só pude comprar um cd, numa outra loja. Como a maioria dos cds contavam os velhos hits da banda - e que já tô cansado de ouvir -, decidi que não compraria coletâneas, e nem os primeiros álbuns da banda. Restou a escolha entre os dois últimos discos gravados por Renato Russo, e por isso mesmo bem pra baixo, visto que Renato já tinha plena consciência de que semanas depois não resistiria à imbatível doença. Os discos A Tempestade(1996) e Uma Outra Estação(1997) foram dedicados a jovens em crise. É de um baixo astral imenso, só ouvindo pra saber. Eu não recomendaria, já que a maioria dos meus colegas quando saem pra comprar um cd, querem, no mínimo, dançar muito. Mas eu adorei o disco. Foi ligar o som pra rua inteira ouvir, em versos como "Pensei ter visto você/ Entrar pela minha janela e dizer: Eu sou a tua morte/ Vim conversar contigo/ Vim te pedir abrigo/ Preciso do teu calor" (La Maison Dieu), ou "Clarisse está trancada no banheiro/ E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete/ Deitada no canto, seus tornozelos sangram..." (Clarisse), ou "Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?/ O seu corpo tem marcas de sangue e pus/ Você nem sabe se é março ou fevereiro/ "Trancado o dia inteiro dentro do banheiro." (Dado Viciado) E é isso mesmo. Mas é bom pra relaxar, pra deitar na cama, sem conseguir dormir, e aquilo entrando na sua cabeça; de repente você já não tá no seu corpo.. parece coisa de maluco, papo-furado, mas é o que dá, ouvindo Coltrane, James Taylor, coisas bem espiritualistas, assim. E esse disco dá um pouco essa sensação. Vou acrescentar aqui a letra de uma música chamada Clarisse. Uma música de dez minutos (superou Faroeste Caboclo) de uma iniqüidade à flor da pele, cruel ao extremo, de forma que, como o próprio Renato Russo disse, "num país sem cultura, sem afirmação, seria uma sacanagem lançar essa música." (ela só foi lançada em 1997, após a morte de Renato). Uma coroação ao álbum mais progressivo, mais melancólico e mais reflexivo da Legião - e que ninguém conhece.
CLARISSE Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá
Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado Quem diz que me entende nunca quis saber Aquele menino foi internado numa clínica Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças Dos sonhos que se configuram tristes e inertes Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha E Clarisse está trancada no banheiro E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete Deitada no canto, seus tornozelos sangram E a dor é menor do que parece Quando ela sae corta, ela esquece Que é impossível ter na vida calma e força Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer Uma de suas amigas já se foi Quando mais uma ocorrência policial Ninguém entende, não me olhe assim Como este semblante de bom-samaritano Cumprindo seu dever, como se eu fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe p'rá mim, não tente Você não sabe e não entende E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarisse sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte Mas esse vazio ela conhece muito bem De quando em quando é um novo tratamento Mas o mundo continua sempre o mesmo O medo de voltar p'rá casa à noite Os homens que se esfregam nojentos No caminho de ida e volta da escola A falta de esperança e o tormento De saber que nada é justo e pouco é certo E que estamos destruindo o futuro E que a maldade anda sempre aqui por perto A violência e a injustiça que existe Contra todas as meninas e mulheres Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço Clarisse está trancada no seu quarto Com seus discos e seus livros, seu cansaço Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola E esperam que eu cante como antes Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola Mas um dia eu consigo resistir E vou voar pelo caminho mais bonito Clarisse só tem 14 anos
Escrito por Leon K. às 03h17
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AQUELE ABRAÇO
A última coisa que quero fazer nesse blog é mural de recadinhos, mas já que pedem tanto, mandarei aqui lembranças pra algumas pessoas. Posso dizer que tenho um bom leque de amizades virtuais, e é ótimo. Sempre se pode ter bons momentos de prazer conversando via net. Algumas amizades distantes como as paranaenses Aliane e Thaise e a carioca Karen e a paulista (do litoral) Jaqueline são um exemplo. Márcia, de quase 50 anos, é uma demonstração de que gerações bem diferentes podem ser boas amigas. Mais próximas de mim, também há as fora-de-série Ranayssa, Priscila, Thásia e Jordana , além de figuras bem excêntricas, tais como a "Elaine e sua trupe" rsrs Também há espaço pra rapaziada. Tem o Thiago (galanteador nato), O Weri (outro "bem dotado", segundo ele mesmo), e mais outros. A maioria dessas pessoas converso no MSN. Pra quem tem 90 contatos, sempre se encontra alguém. Outras pessoas da net com quem também tenho contato direto, ao vivo, são a intocável Diana Wednesday, e o aspirante a filósofo e epicurista Patrick, que também estudou comigo. No plano concreto um grande abraço pra os que estão aí presentes no meu dia-a-dia. Aos velhos companheiros de banda, da noite, aos amigos do tempo da 1.10, trazendo até hoje. Saudação mais direta ao camarada Pedro, que se mandou pra Dinamarca, prum período de intercâmbio. E pra os já antigos companheiros de luta, do movimento estudantil. E é isso!
Escrito por Leon K. às 00h25
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UMA NOVA REVOLUÇÃO
André Lazzarotto, Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, integrantes do LSD: vida nova e longa à nascente banda
É, pra quem achava que o RPM não gerou nada além de intrigas, se engana: além do grupo PR.5, do Paulo Ricardo e do Paulo P.A. Pagni (que elaboraram um bom trabalho inicial juntos, na nova banda), no outro extremo o tecladista e o guitarrista Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, respectivamente, uniram-se ao também guitarrista underground André Lazzarotto e organizaram a banda LSD.
A banda de Schiavon e Deluqui, a exemplo da de Paulo Ricardo e de PA, também vem com uma roupagem diferente em relação ao RPM. Não é a mesma sonoridade, embora também apresente-se como bastante peculiar, agregando ao rock básico uma música mais rebuscada. É o caso da música Madrigal - que por sinal já é executada diariamente (é tema de abertura da novela Cabocla, na Globo)-, que mesmo com o novo musical retorcido e enigmático, vem com a tradicional pinta pop (marca registrada do RPM), e mostrando uma letra com imagens poéticas, emoldurada por um arranjo baseado em violões e cravo, evocando os madrigais renascentistas.
Além deste lado poético de Madrigal, a banda mostra suas garras em canções viscerais como Novo Dia e Uma Qualquer. Isso ainda se soma a uma diversidades musical sem precendentes nas faixas que compõem o primeiro disco da banda.
E o LSD já está com a sua página no ar. Além de apresentar informações gerais sobre a banda, o site também oferece o download de mp3s e vídeos de duas canções: Novo Dia e Madrigal. www.lsd.art.br.
Escrito por Leon K. às 04h25
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GALERIA - A Face da Guerra
Nesse quadro Dalí expressa, de forma evidente, a sensação da tragédia: uma cabeça, rodeada de serpentes, tem crânios no lugar dos olhos e da boca. E esses crânios, por sua vez, estão cheios de outros crânios desfigurados. É a morte dentro da morte, numa macabra repetição infinita.
Essa tela, pintada quando Dalí e Gala estavam nos Estados Unidos, é um depoimento impressionante dos horrores da Segunda Guerra Mundial, que devastava a Europa. Por sua expressividade, lembra as gravuras da série Os desastres da guerra, pintadas por Goya.
Salvador Dalí, A face da guerra, 1940-41. Óleo sobre tela, 64 x 79 cm. Museum Boymans-van Beuningen, Rotterdam Formerly Andre' Cauvin Collection
Escrito por Leon K. às 03h22
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AGORA NADA
Tão criticado, o ócio é sempre mal-visto. Não sei porquê. Que custa não querer fazer nada, ficar à toa, querer passar um dia todo de pijama, sem querer dar a mínima pro mundo lá fora? Ora ora, sinta-se bem, deite-se, desligue a tv, tranque-se no seu quarto, ligue o som bem alto e adormeça..
Aproveito pra fazer isso agora, que estou de "férias" (ok, é só um recesso de duas semanas). Depois terei de correr. Provavelmente estarei atrasado pra mais um compromisso.
Escrito por Leon K. às 03h12
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UMA DESPEDIDA
Outro fato de igual relevância, esse mais no meu âmbito pessoal foi a partida de um colega de sala, Pedro Baesse pra uma experiência na Dinamarca.
Pra mim, que entrei em turma nova esse ano, o Baesse teve boa importância. Como cara bem extrovertido que era (também novo na turma), facilitou pra mim a socialização com o pessoal, pegando carona nele.
Não há muito o que falar. Era no mínimo uma figura centralizadora. Como dom que tinha de comunicação, eterno bom humor, inteligência admirável. Superbrother, não fui um amigo muito próximo, mas era um cara a quem eu não mediria esforços pra oferecer uma ajuda. Pra quem adorava umas pitadas de conversa rapidinha, aqui e ali, era a companhia perfeita, pra me divertir com essas alfinetadas.
Nessa segunda que passou o pessoal da turma fez uma visita pro grande 'Samambaia', como era chamado. (era o mínimo que poderíamos fazer). Não foi uma festa, foi uma comemoração bem intimista. Mas conseguiu reunir boa parte da sala. Comemos, bebemos, tiramos fotos, nos divertimos. Eu ainda não me sinto em casa junto do pessoal, mas não foi incômodo algum estar junto de todos eles.
Pena que o Baesse se mandou. Era uma das pessoas que eu mais prezava nesses últimos tempos. Ainda bem que o garoto volta: passará só um ano no meio dos gigantes e branquelos dinamarqueses. A essa hora ele ainda não deve estar nem na metade das 19 horas que terá de passar de avião pra chegar a Copenhague (escalas em S. Paulo e Londres). Boa viagem a ele.
Escrito por Leon K. às 04h10
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ANÁLISE ATRASADA
Mais uma vez por aqui!
Várias horas depois. Na verdade, como eu tô de férias e não entro na net na escola, esperar certa hora da noite pra postar não é comigo. Mas hoje eu me dispus a tal tarefa.
Desde o último post como fato mais relevante mesmo foi a sofrida vitória da Seleção brasileira sobre a argentina na Copa América. Admito que não liguei muito pro jogo (nem vi o segundo gol do Brasil). E admito que eu não tinha o menor interesse na vitória amarela. Prefiro acompanhar torneios de clubes, muito mais disputado. Entre seleções nunca teve graça: só o Brasil ganha.
O jogo foi horrível. A seleção da Argentina definitivamente mostrou que só tem nomes famosos (jogar bola mesmo, nenhum sabe). O Brasil não provou nada vencendo-os. Mas claro, isso sou eu quem estou dizendo. Os comentaristas dizem o contrário. E o povo prefere ir pelos comentaristas - não só no futebol - a ir por si mesmo. Resultado: aeroportos lotados com garotas histéricas e meninos de olhos arregalados, de tão próximos dos 'ídolos'. Adriano já é a grande promessa pro futuro. Coitado do Brasil, quando ele for o primeiro nome da lista.
O futebol tem estado sem graça ultimamente. Nunca dei atenção pra seleção, mas nem meu Corinthians me estimula a acompanhar o Brasileirão, o qual amava anos atrás. Tempos diferentes, times diferentes. mAs se supera.
Escrito por Leon K. às 02h41
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FIM DE NOITE BREGA
Como eu não tô mais fazendo muita coisa mesmo, vou já sair.
Só pra me despedir vou colocar uma coisinha bem legal: uma letra do Renato e Seus Blue Caps, uma banda da Jovem Guarda, que como muitas outras, fizeram sucessos estrondosos lançados regravações com versões portuguesas de hits pops de artistas como Beatles, por exemplo.
Aí vai uma música que é versão de California Dreamin:
Não te Esquecerei
Não te esquecerei Meu eterno amor Não sei viver Sem o teu calor
Quando o dia acaba E a noite vem Choro sem cessar Por você, meu bem.
Desde que você Se foi pra não voltar Espero o dia De você chegar.
Que será da lua Se não anoitecer? Que será de mim Tão longe de você?
Não te esquecerei Meu eterno amor Não sei viver Sem o teu calor
Que será da lua Se não anoitecer? Que será de mim Tão longe de você? Tão longe de você. Tão longe de você...
Escrito por Leon K. às 00h37
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APENAS EU?
Tava vendo um blog de um iniciante aqui, e tinha um trechozinho pós-escrito que dizia que ele "achava curioso essa coisa de falar pra ninguém", já que ele ainda não tinha leitores.
Cairia bem, aqui. É justamente o que acontece comigo, no mínimo é um algo inusitado. Por aqui também não são tantas as pessoas que lêem, além de não haver expectativa de crescimento, pelo menos por enquanto.
Mas tudo bem. Eu certamente não pensava nisso quando fazia o blog (não sou tão ingênuo assim). E não é na carestia de espectadores que vou deixar de escrever. O que eu queria tá tudo aqui. A gente segue em frente. Talvez algumas pessoas aqui e ali gostem de ver o meu blog. E devo o meu respeito a elas.
De todo, é justamente isso. Depois vejo umas forma de publicidade pra essa produçãozinha. (assim que eu chegar a um consenso sobre o que proponho com isso). Por enquanto, fica sendo uma brincadeirinha de um jovem internauta afim de algum entretenimento próprio.
Abração!
Escrito por Leon K. às 00h03
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NOSTALGIA SIMBÓLICA
(quantos dias especiais num só aglomerado)
Eu me lembrei de que hoje, nesse 24° dia de julho que começa, um velho amigo completa mais um aniversário. O nome da célebre figura é Eric, com quem convivi durante pelo menos ano e meio. Durante a fase da nossa pouco ativa banda, estivemos mais presentes, na vida do outro. Ou quando simplesmente nos víamos (junto do André e do Maurício, os outros dois da banda) só pra beber, conversar sobre garotas, futebol e música.
O Eric já voltou pra terra dele, lá pelos Pampas gaúchos. Na véspera do dia em que ia viajar, a gente se esbarrou por aí. Conversamos pra caramba, embora ele ainda fale pouco (em virtude de um acidente automobilístico, no qual eu também estava no carro, mas ele - sem cinto - foi com o pescoço jogado violentamente de encontro ao volante, quase destruindo suas cordas vocais), mas foi tão bom quanto os momentos em que passávamos o dia ouvindo discos de rock nacional.
Então fica por isso. Não tenho contato nenhum mais com o Eric, nem com o André. Não acredito que o Maurício saiba muito do nosso ex-baixista(nem deve saber que Eric faz aniversário). Fica no âmbito telepático, os meus votos de parabéns. Já que o Eric foi sempre foi muito paradão, reflexivo, e até acreditava em telepatia, que fique um grande abraço telepático pra ele. Foi bom enquanto durou.
Entre seus Rins Essa é a capa do 12° disco do Ira!. Foi um presente que o Eric recebeu de sua então namorada Luiza, o que o fez venerar a peça (o disco, pois a garota ele já venerava)
Esse disco é algo como um símbolo dos bons tempos pelo qual nossa galerinha passava. Deixemos como lembrança.
Escrito por Leon K. às 20h00
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AMANHÃ PREVISÍVEL
Até que enfim hoje é o último dia de aula. Eu mesmo não estava com muita vontade de seguir nesse ritmo durante mais tempo. Uns dias em casa é bom pra descansar um pouco do lugar (embora eu não acredite que vá descansar nesse recesso).
Descontadas algumas atividades que sei que terei de fazer nesse período, esses dias também serão recheados de marasmo, já tô vendo. Sem nada pra fazer em casa, algumas coisas pra ler, pra ouvir, mas nada que garanta um bom lazer. Vida dura..
Escrito por Leon K. às 13h59
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MUITO PELA FRENTE
Hoje eu pude ver os meus colegas, extasiantes, depois da vitória do Brasil ontem. Minha nossa, que jogo ridículo...
Uma pena que os grandes jogadores brasileiros estejam de férias na Europa. O que aquela garotada tá fazendo na Copa América é desprezível. Enquanto nós vemos com nossos olhos o mau futebol apresentado pelos brasileiros, preferimos levar em conta os comentários dos analistas da Globo. Eles lá só elogiando a Canarinho, enquanto os celestes uruguaios faziam a festa.
Adriano foi escolhido o melhor do jogo. Júlio César virou herói nacional pegando um pênalti. Alex fez o gol da classificação. Esquecemos os minutos de sufocos sofridos e levantamos permitimo-nos deixar que nos fizessem respeitar aquele monte de boy, que de excepcionais não têm nada.
Eu adoro futebol. Sei que o Brasil tem hoje time pra disputar até 2010. Mas se falamos desses jogadores que hoje estão lá em Lima fazendo pouco, então a era brasileira como dona da bola termina na próxima Copa.
Enquanto o Brasil perdia o jogo, e já se via no horizonte a volta para casa, Galvão Bueno e sua trupe tentavam despistar o telespectador. Pra não sairmos dizendo por aí, como se fazia antes, que "o tempo do Brasil acabou", ele citava outras razões pra derrota amarelinha. Falavam do juiz: "em nenhuma hipótese esse juiz[argentino] poderia ser escalado pra esse jogo!", bradava o Galvão, insinuando que o árbrito argentino estaria beneficiando o Uruguai, pra que seu País pudesse ter um adversário mais fraco (como se o Uruguai o fosse) na final. Criticava o presidente da CBF por não estar presente, pra evitar essas atitudes desconfiadas. O Ricardo Teixeira (presidente) é outro que não está nem aí pra nada. Prefere ficar na Suíça, conversando com seus amigos representantes de confederações de países europeus, e deixar os jogadores brasileiros lá no Peru. O que teria pra se ver em Lima? Dos restaurantes de Genebra ele assiste aos vexames brasileiros.
Quando é pra falar sobre o futebol, não tem como ser mais sintético que isso. A crise tá se abatendo. O Brasil ganhou por pouco ontem. Conseguiu de alguma forma vencer o Uruguai (que só tem perdido ultimamente), mas eu apostaria esse blog como o Brasil não passa da Argentina. O Galvão já começou a incitar o clima de rivalidade. Mas eu sou mais os nossos hermanos nesse jogo.
Pior do que o futebol, só podia ser aquela Solange, cantando seu sucesso num palavreado fuleiro, parodiando um hit internacional. Mais ridículo que isso, não existe. Deve ter sido a coisa que mais mexeu comigo na tv. Era o próprio culto à imbecilidade, à mediocridade. Um amontoado de sílabas sob uma batucada, e todo mundo cantando na platéia (aposto que muitos em casa também), a letra já de cor na cabeça do povo. Ontem também ouvi Engenheiros, que não lembro de que programa participou, mas com tantas músicas boas e novas pra tocar, eles tiveram que ceder ao pedido do público (tocaram Era um Garoto que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rollings Stones). É, o povo hoje só conhece os hits. É assim com o Brasil pós-axé. Fazer o quê? Big Brother neles.
Sem mais, fico por aqui. Ouçam Outono em Porto Alegre, e quem não sabe saberá que os Engenheiros ainda não morreram. Eu tô ouvindo um flash-back (Herdeiros da Pampa Pobre), mas esse nem quem é do tempo deve se lembrar mais..
Escrito por Leon K. às 20h56
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SOBRE NÓS E OS OUTROS
Todo dia é um bom dia é uma máxima que muitos têm como lema. Admiro as pessoas que tomam assim, embora eu propriamente não pense o mesmo.
Mas eu já mudei e muito algumas concepções, pra poder levar melhor. Lembro de um dia em que acordei altamente mal-humorado, daqueles dias em que você não sorri nem pro sol nascendo. Com a minha característica cara fechada, enfim. Não tava muito afim de fazer cena (embora precisasse, como todos os dias). Mas era o dia de um colega. Tudo bem que não éramos muito chegados, mas o cara tava superfeliz, e o pessoal cantando pra ele, e eu pensava, lá. Pensava em como era egoísta de minha parte, aquilo. tudo bem que eu sou egoísta, mas ali era além da falta de respeito, à alegria do outro, ao direito de ele comemorar. O cara feliz pra caramba e eu torcendo pra que o dia acabasse. Se as pessoas medissem seu humor, ou algo maior que isso, levando em conta o contato exterior, o ambiente, as outras pessoas, certamente haveria menos incompreesão num plano mais espontâneo. Mas já seria uma evolução e tanto numa conscientização coletiva.
O aniversário de alguém é um dia especial, claro. Eu particularmente adoro fazer aniversário. Embora com todo o centicismo, eu ainda tenho essa cultura, vejo essa comemoração como algo supra, bem mais especial que outras datas. Hoje uma grande amiga faz aniversário. 18 anos. Tudo bem que não temos lá muito contato. Eu mesmo mal lembro da voz dela. De qualquer forma estou felicíssimo por ela. Quem quiser saber alguma coisa dela, vão no blog http://thasiacipris.t35.com, blog da Thásia. Embora ainda tenha pouco conteúdo, tenho certeza de que terá coisas bem interessantes pra se ver lá depois.
Como uma homenagenzinha vou colocar um texto que ouvi em música hoje de manhã, e que ilustra bem isso. Tava ouvindo o meu cd acústico do Ira! (lançado há pouco tempo, e até recomendei dias atrás) e tinha uma faixa, muito famosa, por sinal, que a (minha) velha banda tocava nos seus tempos áureos, nos becos interioranos do nosso estado.. soa meio paradoxal, mas era isso mesmo. A música pertence a Scandurra, e ficou famosa na voz de Nasi, ambos da banda oitentista. Passa uma boa mensagem, embora isso não seja claro. Mas aí vai. Com vocês, a letra:
ENVELHEÇO NA CIDADE a Thásia Guerra
Mais um ano que se passa, mais um ano sem você Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade Essa vida é jogo rápido para mim ou prá você Mais um ano que se passa e eu não sei o que fazer!
Juventude se abraça, se une pra esquecer Um feliz aniversário para mim ou prá você... Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário...
Meus amigos minha rua, as garotas da minha rua, Não os sinto, não os tenho... mais um ano sem você! As garotas desfilando, os rapazes a beber Já não tenho a mesma idade, não pertenço a ninguém
Juventude se abraça, se une pra esquecer Um feliz aniversário para mim ou prá você...
Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário - envelheço na cidade Feliz aniversário...
Escrito por Leon K. às 21h30
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VOLTANDO PARA CASA
Cá estamos, enfim. Fazia um tempo que eu não postava nada. Bem, eu até tentei certa vez, mas no final de tudo alguma coisa deu errado, o pc morreu no momento da conclusão. Acabei ficando meio desestimulado pra digitar algo, embora eu tenha estado muito tempo na rede nesses últimos dias. Via mais matérias sobre política e esportes, tal como antes. Mas tenho visitado bastantes blogs por aí. Uma boa opção pra quem já tá cansado da mesmice que a internet pode se tornar. Depois eu coleto alguns textos interessantes de outros blogs.
De momento, eu só vim mesmo pra afirmar, ao seleto grupo que visita esse blog, que ainda estou vivo, e o blog ainda está ativo. Nos esbarramos da próxima vez. Até!
Escrito por Leon K. às 10h48
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NO APAGAR DAS LUZES
humm... isso sim é muito sono. Cabeça zonza, aqui. Vou já me acomodar.
Agora não tenho tanto a fazer. Hoje foi legal, fui ver uma peça (quase um monólogo) chamada Pra Resolver os Problemas do Mundo, onde, apesar do conteúdo mais filosófico, teve de tudo. Eu soube de última hora, pelo Tribuna. Mas valeu a pena ter saído de casa, ainda que só pra isso.
Escrito por Leon K. às 01h39
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Escrito por Leon K. às 18h33
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E o Rock Brasil?
Eu definiria assim: "Eu fui por um caminho - Eu também Encontrei um passarinho - Eu também Com um bico de latão - Eu também Comendo um cagalhão - Eu também Todo mundo faz igual a todo mundo Todo mundo elogia todo a mundo Ninguém mais contesta nada."
Marcelo Nova
Escrito por Leon K. às 16h49
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JOANA D'ARC NÃO MORREU
É isso, é isso, é isso!
Ao som semicountry de Marcelo Nova a gente vai levantando nossa tarde! Ouçam a música "Século XXI", é demais. Faz parte do disco Eu Vi o Futuro, Baby! Ele é Passado., do Marcelo, último parceiro de Raul Seixas, pra quem não sabe.
Tirando o bolso vazio, esse fim de semana está ótimo! O simples fato de eu ter passado uma semana não-ruim ajudou muito pra dar um pouco de luz ao garoto aqui. Mas não é por que estou no zero que vou passar o dia sentado diante desse monitor. Acho que hoje à noite vou ver um teatro. Talvez eu ainda pegue um rock lá na Ribeira, o que é mais difícil. Enfim! Vamos em frente!
NOITE Marcelo Nova
O vento chega, sopra seco e afiado Vem batendo tão pesado, quer nocautear a noite Dos quartos saem gemidos disfarçados E arranha-céus desesperados Apontam pra barriga da noite Carros possuem olhos sempre acesos Atropelam qualquer medo, buzinando nos ouvidos da noite Mendigos com seus passos vagabundos De remorsos tão profundos, cospem na cara da noite
Gritos, cortam o peito do silêncio Murmúrios de nervos tão tensos Ecoam na calada da noite Prostitutas de insônia atrevida Com corujas escondidas Em baixo das saias da noite
Chuva de água mole em pedra dura Viaja em nuvens tão escuras Urinando na boca da noite Cães vadios rosnam por sua fatia E vingam sua hidrofobia, Mordendo as pernas da noite
Urinando na boca da noite Cães vadios rosnam por sua fatia E vingam sua hidrofobia, Mordendo as pernas da noite
Noite, talvez pelo seu tamanho Me faz sentir um corpo estranho Não lhe posso pertencer Noite, eu lhe adoro e lhe detesto Mas me conformo com o seu resto O dia que vai nascer

Escrito por Leon K. às 16h05
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