O Elogio Ao ÓCIO
 

CASA NOVA

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E lá vos aguardo



Escrito por Leon K. às 13h20
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A Despedida - Oil/Canvas (80x60)

 

 



Escrito por Leon K. às 16h07
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     O FIM E O ÍNICIO

     Uma formatura é sempre um momento singular na vida de muita gente. Sobretudo dos jovens, que a partir dela sentem u novo estímulo pra seguir em frente. Nessa última sexta-feira foi comemorada a formatura dos concluintes lá do CEFET-RN, infelizmente feito com falhas na organização, o que contribuiu para que mais de 200 estudantes não comparecessem. Ainda assim, o ginásio em que foi realizado o evento lotou, de formandos e de convidados.

     Embora eu estivesse (enfim) me formando, eu não participei como tal, oficialmente. Eu me coloquei à mesa, em nome do Grêmio Estudantil. Foi mil vezes mais especial pra mim, tenho certeza. Olhando de lá, de frente, como quem vê de fora, e vendo cara a cara cada formando - pessoas que conviveram com você durante três anos - é muito gratificante. Valeu a pena mais que os holofotes em cima de mim (meus olhos estão ofuscados até agora). Alguns dos estudantes até olhavam com um ar de desconfiança. Provavelmente pelo fato de achar que eu, por estar colocado ali, separadamente de todos os outros, poderia estar me achando mais que eles.
Só quem senta diante de um público sabe o quão pequena é aquela posição.

     E, enfim, essa noite de sábado foi o baile de formatura. 700 pessoas lotaram um salão que, certamente, não suportava mais de 300. Mesas uma em cima da outra, pessoas quase sem poder e movimentar, pouco espaço de dança pra muita gente no pique. Desorganização saindo pelo ladrão, o evento foi quase unanimamente esculachado.

     De qualquer forma, foi muito bom rever todo aquele pessoal uma última vez. Particularmente, poucas vezes me senti tão bem quanto estou hoje. Depois de dois anos de um inferno astral aparentemente interminável, onde fui reprovado em diversas disciplinas, cheguei a ser jubilado de meu curso, e não consegui nem passar no vestibular em duas tentativas (isso sim é ridículo), agora vivo um novo momento. Tanto em casa a barra aliviou - minha mãe, sempre afeita a coisas superficiais, poucas vezes se sentiu tão bem quanto no momento em que foi convidada pra sentar ao lado das autoridades na minha colação de grau (diretores, alguns parlamentares e secretários de Estado). Alimentei consideravelmente seu ego.


*     *     *     *     *


     E eu, agora, enfim, um aluno universitário, até que enfim soube marcar uma nova meta (espontâneas, claro, não tenho metas pra vida toda), e diria que estou passando pela melhor fase da minha curtíssima vida. Deixa eu aproveitar.

 


     ALÉM DA FICÇÃO

     Opa. Hoje vai passar Planeta dos Macacos, na Globo, hein? Eu já comentei sobre esse filme, aqui. E recomendo.

     Mas claro, não assistam ao filme, como se estivessem vendo uma história sobre um planeta dos macacos.

 



Escrito por Leon K. às 05h40
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     AMOR OU HIPOCRISIA EXTREMA?

     Posso fazer uma crítica referente a essa novela das oito? Eu não acompanho, mas estando a tv aqui da sala diariamente ligada neste horário, não tem como eu estar completamente alheio ao que se passa.

     Na verdade, é incrível como pode ser falsa a personagem de Caroline Dieckman. A garota passa 21 anos vivendo com uma senhora que até então acreditava que fosse mãe biológica - e até descobrir que tinha sido roubada quando bebê. O que, sinceramente, chega a dar nojo, é vê-la chamando a sua mãe natural de "mãe". E sua antiga mãe de Nazaré, como se fosse uma estranha, na maior naturalidade. É simples, mas soa bastante hipócrita. Chamar alguém de mãe é algo muito forte. Enfim.. eu não entendo.

Com Mãe durante poucas semanas, e amor que parece de toda a vida.. isso é que é filha falsa

     Digo isso por experiência própria. Quando minha mãe brigou com meu pai biológico (que não acredita que é meu pai, e sequer me registrou), dentro em pouco ela conheceu um outro rapaz, com quem conviveu durante oito anos. Esse rapaz foi meu pai, de criação, dos meus dois aos dez anos. Não morávamos todos juntos, mas assim o considero. Mesmo assim (e mesmo ele chegando tão cedo na minha vida) eu nunca o chamei de pai. Chamava-o pelo nome, Márcio. Sei que ele gostaria que eu o chamasse assim. Eu também gostaria.

 


     SOBRE O FUTEBOL EMERGENTE

     Alguns dias atrás postei um texto que fazia um panorama histórico de clubes pequenos que derrubavam favoritos e conquistavam títulos de grandiosa importância, no nosso futebol.

     A verdade é que quando os times grandes estão em má fase, evidencia-se nesses momentos como o futebol brasileiro anda em crise. Vide os 24 anos sem ter vencido uma Copa (1970 até 1994), onde os maiores times do Brasil eram constantemente derrubados pelos pequenos. Leve em conta a pior Copa de que participamos: a de 1990. Não à toa, nessa época, o melhor time do Brasil chamava-se Bragantino, hoje nas menores divisões do futebol paulista, praticamente falido.

     Podemos fazer um paralelo com o último momento de grande crise no nosso futebol. O finzinho dos 90 e início do séc. XXI, quando a Seleção chegou a estar ameaçada de chegar à Copa de 2002, e aqui faziam a festa times chamados S. Caetano, Brasiliense, Botafogo de Ribeirão Preto, Juventude.

     Hoje nós podemos comemorar uma coisa: os times grandes estão voltando a fazer jus à sua tradição. No estado de SP, o título dificilmente sai das mãos do Timão, do Tricolor ou do Peixe. No Rio, é verdade, os pequenos estão mandando. Reflexo do pouco compromisso dos dirigentes, e da sensível corrupção que há nos clubes de lá.

A Copa 2002 selou o fim da última grande crise de nosso futebol

     O que importa é uma coisa: a mim que estou voltando a acompanhar o futebol, está dando gosto assistir aos jogos.Fazia tempo que não sentia esse prazer de sentar e ver um bom jogo. Isto é, na Globo ainda tá aquela merreca do carioquinha... mas acho que o Campeonato Brasileiro desse ano promete.

     Os mais sensatos concordam: a final da Copa 2006 será, de novo, Brasil x Alemanha.


     PODERIA ATÉ SER INTERESSANTE

     E o Big Brother? Eu tava até acompanhando.. mas com a saída do Giuliano, do Rogério, e do PA, dificilmente haverá algo pra se ver, ali.

     O problema desses caras é que eles jogavam, sim, mas jogavam mal. Não vou aqui dizer o que faria lá dentro, mas depois da primeira semana eles poderiam rever uma estratégia de jogo mais eficiente. Se deram mal: perderam dois cobaias (Marcos e Juliana) e caíram em desgraça.

     Juliana, por sua vez, antes de entrar no programa, tinha tudo pra ser considerada favoritíssima. Com rostinho de menina de 14 anos e um jeitinho infantil, gostosinha do jeito que era, e advinda de família humilde, não tinha outra: o protótipo perfeito, agradaria desde os moleques de 5 anos até as donas-de-casa-admiradoras-de-gente-pobre.

     Já Jean é um cara bem esperto. Vendo que saíra em desvantagem no começo, com a perseguição da 'tropa de choque', soube virar o jogo: disse que era gay (não foi surpresa, eu também diria que era gay, no lugar dele). Com isso, se já tinha respeito por ser um professor, agora tinha toda a comunidade homossexual ao seu lado.
O problema do Big Brother não é o programa: somos nós, o povo aqui fora. Com tanta gente 'cabeça' ali dentro (não só nesse, como em outros BBBs), o povo aqui vai tirando até deixar somente as figuras mais idiotas - por isso mais merecedoras, dizem alguns. Discordo veementemente dessa afirmação. Eu não conseguiria acompanhar 24h por dia um BBB que tivesse a Grazi no meio; ô cabeça vazia!


George Orwell: "O Grande Irmão zelará por ti"

     Cada vez mais faço a ligação deste Big Brother com o livro do próprio fundador do termo(1984, cuja leitura concluí só há umas semanas), George Orwell. Eis um dos princípios da sociedade futurista vigiada pelo Grande Irmão:
     IGNORÂNCIA É FORÇA



Escrito por Leon K. às 09h22
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     O INÍCIO DO FIM

     Esses dias têm sido esquisitos, na família. É como se estivéssemos sofrendo uma ronda de ares negativos, algo que - embora eu não acredite no sobrenatural - adquire certas conotações estranhas.

     Pra citar alguns fatos, vou dar três exemplos. No primeiro caso, a minha mãe, enquanto faz algumas atividades em casa, tem ouvido vozes do tipo, "Angela, vem cá"... "Alguém aí?", como alguém familiar, que chama da porta de casa. Num outro exemplo, um tio meu sonhou durante cinco dias seguidos com um outro tio, falecido há cinco anos (detalhe: esses cinco dias foram exatamente os cinco que o meu tio falecido esteve agoniado no leito de morte e, enfim, partiu, em fevereiro de 2000). Um terceiro fato, que aconteceu diretamente comigo (e que, sinceramente, até agora me dá arrepios) foi o fato de a minha avó ter vindo aqui em casa e perguntado: "mamãe passou aqui, hoje?". Tal pergunta pareceria banal, se sua mãe, minha saudosa bisavó, não tivesse falecido há mais de 60 anos.

     O clima de pesar recaiu sobre a família recentemente quando nos foi dado o diagnóstico de que esta minha avó, nossa matriarca, única remanescente de sua geração, sofre do mal de Alzheimer. E, a qualquer pessoa que a conhece, é claramente sensível a diferença com que ela tem se comportado. Ela mora sozinha - por decisão própria -, e tem conseguido manter uma boa qualidade de vida assim, com uma vida tranqüila, filhos por perto, e cuidado pessoalmente de seus interesses, mas a demência típica da idade, quase 80, somado a uma fase de piora em algumas atividades propriamente mentais, têm tirado o sono e mudado o comportamento de alguns membros da família.

     Em certos casos, é difícil conter o medo, mesmo o medo do inevitável. Mais de uma vez minha mãe caiu na bebedeira, e chorar por noites sentindo-se culpada pelo fato de minha avó "viver na solidão". Como neto mais próximo dela, ao menos as críticas não recaem a mim nessas horas. Numa família sem luxos, mas também sem necessidades, em que da minha geração muitos tiveram até problemas com drogas, e eu sou raro exemplo de quem faz (farei agora) curso superior, adquiri um pouco de respeito - vital, levando-se  em conta que a família é muito dividida.

     Tem sido mostrado na novela das oito, eu pude reparar, o exemplo, interpretado pela Glória Menezes, de uma pessoa que sofre do mal de Alzheimer. Dentre suas mais comuns gafes, está o fato de confundir o marido atual com um antigo. O que pra um telespectador desatento pode até soar "engraçado" - já ouvi mais de uma vez o comentário de que, por esse fato ridiculo, o marido dela é corno -, na verdade trata-se de um problema seríissimo, que atinge pelo menos 1 milhão de brasileiros. Alguns de nós tem especialmente estudado o Alzheimer, constatado seus principais sintomas, buscando formas de como se tratar quem sofre desse mal, rumo ao fim inexorável - o Alzheimer pode permitir de 8 a 14 anos de vida, no máximo.

     Hoje, se nós vamos à casa de minha avó deixar os remédios pra ela tomar, diariamente, minutos depois ela volta questionando se nós (!) o tomamos.

     Maior conquista de minha vida pessoal, farei um curso superior, enfim. Pena que ela não pôde compartilhar essa alegria. Informada sobre minha aprovação, ela apenas acenou com a cabeça. "É..."

     Minha irmã, que mora com a família paterna, nunca visitou a minha avó. Eu e minha mãe sempre esperamos um momento especial para trazê-la. Nem sempre deu. E, dificilmente, o encontro, mesmo vindo a acontecer, teria a mesma magia de antes. Minha avó, quando visse minha irmã, demoraria a "se tocar" disso. Pior: talvez nem lembrasse. Numa família nem um pouco unida, a presença matriarcal dela era como um elo de ligação, entre os parentes. Com a sua morte, neste momento, ficaria extremamente difícil a convivência.

     Há poucas horas, fui na casa da minha avó, e ela me pediu pra tirar uma dúvida:

     - Eu tenho sentido tão próxima, a presença de mamãe (pra lembrar: minha bisavó morreu há 60 anos). É como se ela estivesse aqui em casa. É como quando você sabe que tem mais alguém dentro de casa. Sinto essa coisa, fisicamente. Mas quando penso em me virar, procurar, falar com ela, só então me vem à cabeça que ela está morta, há muito tempo. Por que isso acontece? Porque sinto a presença de mamãe tão viva, aqui?

     É fácil responder a isso?



Escrito por Leon K. às 03h45
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     O RETORNO

     Cá estou eu, de volta! Demorou, mas enfim voltei a dar as caras por estas bandas. Inicialmente queria pedir desculpas, a quem por acaso tenha freqüentado este ambiente ultimamente, sem encontrar nada de novo em duas semanas. Eu, além de ter passado por uns momentos complicados, ainda tive de aturar o fato de meu computador dar pau de novo (na terceira vez em dois meses).

     De qualquer forma, eu tô aqui de volta, e gradativamente o blog irá voltar ao seu estado normal de receber posts quase diariamente. Mas, pra mantê-los a par da situação, o problema agora é outro: é que a conta do UOL que uso (e que mantém o blog no ar) é a de minha mãe. Mas como nós estamos um pouco inadimplentes (tamos devendo uns... 60 reais - fruto do pouco uso, que, ao ver da minha progenitora, tornam desnecessários os pagamentos), provavelmente o contrato será cancelado. E provavelmente faremos uma nova conta (desta vez em meu nome).

     Não sei que vantagens pode-se considerar, inicialmente. mas talvez esse blog seja desativado. Talvez eu precise de um novo endereço. Mas há formas de transferir o conteúdo. Mesmo assim, espero que eu esteja bem longe dos 50mb de espaço que o UOL oferece.

 


     NO OUTRO LADO DA FAMA

     Vamos dar um giro rápido no que tá acontecendo, hein? Acho que todo mundo tá bem informado sobre o caso de Michael Jackson, não? Por sinal, fato principal do fato de não se conseguir tão facilmente um corpo de algumas pessoas como jurado para o caso. Lembro de como eu via o Michael Jackson. Naquela época, pra mim - e pra meio mundo - esse nome já representava mais que um astro, uma pessoa. Esse nome era praticamente uma entidade. Abrangia o que havia de melhor e mais inovador no pop. Michael Jackson é um exemplo claro, tal como John Lennon de que o pop não poupa ninguém.

Ex-astro pop, Michael Jackson vive hoje quase um calvário. Cazuza foi bem profético: os que o admiram hoje são os que o lincharão amanhã

     Mas eu, embora não seja fã incondicional, tenho bastante admiração pelo lado não-pop star de Michael. E concordo quando ele diz que é perseguido. É uma história que qualquer pessoa pode compreender bem, afinal exemplos não faltam de personalidades veneradas hoje e escurraçadas amanhã. Ele dorme com crianças. É acusado de abusar sexualmente delas. Claro que se eu defender por defender essa atitude ninguém haveria de concordar. Hoje, alguns conceitos de moralidade estão muito enterrados, numa profundidade que torna difícil mudar, e simplesmente tocar no assunto é delicado. Você ganha ares de monstruosidade. Numa sociedade que se alimenta de preconceitos nem quem já foi unanimidade - e talvez justamente por esse fator - não merece crédito algum.


Alvo de chacotas, denúncias infundadas, caricaturas ofensivas e críticas invejosas pela sua "esquisitice": É, Jack... seu tempo passou.


     O PONTÍFICE (QUASE) NOCAUTEADO

     Não querendo desmerecer quem siga o catolicismo. Não é uma ofensa aos fiéis. E sim a esta personalidade, que mantém a Igreja subordinada a um punhado de lições preconceituosas e conservadoras. São poucos os católicos hoje que seguem à risca o que diz sua Igreja.

     Embora nunca seja um ato nobre desejar a partida de alguém, talvez para esta figura, um dia chamada de Karol Wojtyla, se um dia ela saísse de cena, faria mais bem do que mal. Essa hora quase havia chegado.

 


     QUE TIMES SÃO ESSES?
     A saga de clubes pequenos que conquistaram ascenção (por vezes meteórica) no futebol brasileiro

     Antes era bem mais esporádico. A primeira vez que aconteceu foi em 1959, quando o Bahia conquistou a Taça Brasil, então o primeiro torneio interclubes efetivamente nacional. Quase vinte anos depois, a Ponte Preta disputava finais do Paulistão e colocava craques na Seleção Brasileira, e o Guarani conquistava o título nacional mais importante, em 1978. Em 1985, foi histórico: um Maracanã lotado para aquele que seria o jogo mais importante do ano: a final do Campeonato Brasileiro. Quais clubes o disputariam? Coritiba e Bangu. Este último, após vencer nas semifinais o Brasil - não a Seleção, mas um clube pequeno, da temperada cidade de Pelotas.

     Em 1987, chegava ao ponto mais alto do futebol brasileiro um clube chamado Recife, mas que todos, até hoje, chamam de Sport (o nome era Sport Clube do Recife). Em 1991, o Criciúma chegaria incrivelmente ao título da Copa do Brasil, e o Bragantino chegava, também de forma incrível, ao segundo lugar no Campeonato Nacional. No ano seguinte seria o time de maior aproveitamento, sendo considerado uma das grandes potências de então. Em 1993, era a vez do Vitória alcançar esse posto. Em 1996, a surpresa ficaria por conta da Portuguesa.

     Depois daí, virou quase uma festa. Em 1999, o Juventude conquistou a Copa do Brasil, segundo mais importante torneio do País. Em 2000, o São Caetano era vice-campeão brasileiro. No ano seguinte, chegaria de novo ao segundo lugar, com o Atlético Paranaense em primeiro. O Botafogo (não o famoso, o da estrela solitária, e sim o de Ribeirão Preto) era o segundo melhor time do estado de São Paulo. Em 2002, o Brasiliense era vice na Copa do Brasil. Em 2004 seria a vez de o Santo André ser campeão deste torneio - para, em 2005, representar o Brasil no mais importante torneio do Continente.


Santo André: é esse time que será o Brasil no mais importante torneio das Américas?

     O Campeonato Carioca hoje segue essa tendência. Se quer saber o nome de alguns times de bom aproveitamento e potenciais candidatos a melhor clube do Rio de Janeiro, anote e decore: Cabo Friense, Americano de Campos, Volta Redonda, Olaria, Madureira e Friburguense.

     Você, leitor, leitora, que acompanha ou não o desenrolar do que acontece no nosso dinâmico mundo do futebol; conhece alguma coisa mais que o nome e as cores de metade dos times que citei aqui?

     Se sim, duvido.



Escrito por Leon K. às 05h39
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     PARTINDO DO PRINCÍPIO

     Começa o ano e já começam a surgir campeões. Por enquanto, ainda nos níveis de baixo. Foi o Corinthians, que pela sexta vez venceu a Copa São Paulo de juniores, o mais tradicional torneio de categoria sub-profissional do País.


Copa São Paulo: muita tradição e muitos clubes, porém pouco brilho

     No entanto, a Copinha, como o torneio é chamado, tem - assim como vários outros esportes - perdido gradativamente o que há de mais importante: o seu caráter amador. Muitos dos jogadores que hoje disputam o torneio já têm empresários, já fecharam negócios com clubes estrangeiros, o público tem sido mais de olhieros que de torcedores comuns, e, visando o mercado futebolístico, o torneio incha a cada ano. Nesta edição, foram 88 times. Uma bagunça.

     A Copinha aos poucos perde o romantismo que a acompanhava há décadas. Sempre revelando craques - Zico, Bebeto, Romário e Amoroso são exemplos vivos -, ultimamente se atém apenas a superexposição de jovens medianos. Mas ainda assim há o que se aproveitar no meio da molecada.

     Nesta Copa, a final foi a mesma da primeira edição, no distante 1969: Corinthians x Nacional-SP. Como da primeira vez, o Timão venceu novamente, agora por 3x1, com dois gols do ala direito Dinélson e uma bela exibição do esquerdo Hélton, que teve participação nos três gols. Essa dupla pode ir longe, nesse Corinthians profissional sem laterais. Boa sorte a eles e aos outros garotos que disputaram a Copa São Paulo.


1969, 1970, 1995, 1999, 2004 e, agora, 2005: o Corinthians até teve dificuldades, mas venceria o Nacional para se tornar o maior vencedor da Copinha

 


     ISSO SIM É BIG BROTHER

     No reino do clã Sarney, em São Luís, no Maranhão:

     - O camarada nasce na Maternidade Marly Sarney, é atendido no Posto de Saúde Marly Sarney, mora nas vilas Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney, estuda nas escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney, faz pesquisas na Biblioteca José Sarney, reclama das contas públicas no Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney, entra e sai da cidade pela Rodoviária Kiola Sarney, aonde chega pela Avenida José Sarney depois de atravessar a Ponte José Sarney.


Que tal estudar na Unidade Integrada Roseana Sarney?

     - Se alguém ficar incomodado com esta demonstração oligárquica, sempre pode apresentar uma denúncia. Basta dirigir-se ao Fórum José Sarney, onde, na sala de imprensa Marly Sarney, será encaminhado à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.

      *Na Zero Hora de 20/01 último.

 


     AL QAEDA MADE IN USA

     Muitos já devem ter recebido emails com idéias de conspiração, especialmente acerca dos atentados terroristas de 2001, e sobre o que estaria rolando nos bastidores da "guerra contra o terrorismo", empreendida por Bush e sua trupe. Pois bem, agora algo mais sério - podemos dizer assim - vem alimentar essas teorias.

     Um documentário produzido pela rede britânica BBC intitulado O Poder dos Pesadelos: O Alvorecer da Política do Medo põe em dúvida toda a teoria da administração Bush e apresenta questões sobre outros temas que a maior parte do mundo aceitou sem nenhuma discussão, apenas a fé cega, na crença de que formam parte na chamada "guerra contra o terrorismo".

     O Documentário afirma que a maior parte do que foi transmitido ao público não passa de fantasia, ilusão lúgubre. Além disso, a produção ainda procurar tocar em outros pontos de suma importância nesse contexto todo, questionando até mesmo a existência da rede terrorista Al Qaeda, dita financiada por Osama Bin Laden, se sugerindo que a organização seja "uma sugestiva invenção americana".

Osama Bin Laden: protegido de Bush?

     O documentário lembra que "toda a informação que se conhece sobre a 'ameaça de terrorismo global' veio apenas de dois lados: os agentes de grupos como a al-Qaida e as agências militares e de inteligência que têm interesse na manutenção da impressão criada de que, lá fora, em algum lugar, existe um inimigo altamente perigoso'.

     Pulicado inicialmente no site da Al Jazeera, traduzido para o Rebelíon por Germán Leyens e vertido para o português por Humberto Alencar. Você pode lê-lo no Portal Vermelho.

     Enquanto isso a guerrilha urbana perpetua-se no Iraque, há dias apenas, da eleição. Ao menos esse 26 de janiero traz algo a ser lembrado: nesta data, há 22 anos, era declarado o cessar-fogo na Guerra do Vietnã, a maior desde a II Guerra Mundial. Os Estados Unidos sairiam derrotados.



Escrito por Leon K. às 04h31
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     LEGIÃO URBANA: LIÇÕES DO CALVÁRIO

     Acabo de ouvir A Ordem dos Templários, uma música instrumental do disco Legião Urbana V, álbum que a banda lançou em 1991, depois de toda a crise do grupo com fãs, com imprensa, e mesmo da crise particular do Renato, quando ele se viu com diversos problemas de alcoolismo e outras drogas, o que acarretou até mesmo numa breve separação da banda, levando à saída de Renato Rocha, então baixista.

     O disco V é o trabalho mais progressivo da Legião Urbana. Tem mesmo algo de medieval nas suas músicas que trazem bastante experimentalismo. E as letras então adquiriam novo formato. Não havia mais o angst rebelde de jogar tudo nas letras, como em "Que País é Este", onde Renato vomita de uma vez as mazelas que o Brasil adquirira de sua podre política. Não. Nesse disco, como o próprio Renato Russo define, "está repleto de músicas lindas, que dizem que como o mundo está uma merda..."

     Legião Urbana V, trabalho de músicas que vêm de direções bastante diferentes, como Vento no Litoral, Teatro dos Vampiros e A Montanha Mágica, mas que tornam o disco quase homogêneo, sempre destacando os conflitos juvenis típicos.

     Para quem espera uma recomendação, aí está. Existem várias leituras para este disco e para as palavras que estão nele. São palavras simples, é um vocabulário básico, mas há coisas 'pra descobrir.

 


     O PRINCÍPIO DE TUDO

     Dando umas "folheadas" pela web adivinhem o que eu encontrei: o blog-embrião deste que vos escreve. Foi quando eu tive a idéia maluca de fazer minha página pessoal, e tava verificando onde é que ofereciam esse espaço 'pra mim.

     Não esperem muita coisa. Eu só postei uma vez, e o texto lá é praticamente o mesmo do primeiro texto daqui. É uma relíquia rs.. é ridículo.

 


      TECNOLOGIA A SERVIÇO DA CULTURA

     Ultimamente tenho estado disposto bastante a um velho costume: baixar ebooks, para depender ainda mais desse computador. Essa semana eu até tive problemas com isso: baixei um programa pra lê-los (MS Reader), mas ao que pareceu, o pc aqui não suportou (o que é esquisito, sendo preciso formatar tudo, e eu perdi os ebooks que baixei - O Banquete, de Platão, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.


Ô estrago... hei de me acostumar com o Word e com o Acrobat, mesmo

     Pra substituir um pouco minha subliteratura de sebos, eu tenho baixado vários desses livros eletrônicos, alguns clássicos, para ler aqui, nas tardes de folga - todas as tardes têm sido de folga. Hoje mesmo de manhã terminei de ler A Revolução dos Bichos, uma crítica a toda forma de autoritarismo familiar, comunitário, estatal, capitalista e comunista. Uma ótica visão de história, altamente atualizado. Esse livro é de George Ornwell (muitos não conhecem, mas é um cara que tá bem no nosso cotidiano, queiramos ou não - foi o criador do termo Big Brother)

     Já tô com Admirável Mundo Novo, 1984, O Idiota, Laranja Mecânica e Elogio da Loucura. A toda crítica que se faz à cara tecnologia, ao menos temos bastante retorno. Não gastei um trocado pra ter essas pérolas a meu alcance.

     Tudo bem que ler livros no computador é um saco...

 


     JÚLIO VERNE EM REFILMAGEM

     Jackie Chan é um assaltante aventureiro que, ao lado de cientista atrapalhado, tenta ganhar aposta e dar a volta ao mundo em 80 dias. Baseado na célebre obra de Júlio Verne.

  Tenho que assistir a esse filme...
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Escrito por Leon K. às 05h48
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     CORPO FECHADO

     Estava posicionado diretamente para a Lua, ao nascer, o argentino Jorge Falus, 62 anos.

     Sempre se saindo ileso, o viajante esteve presente no México quando um terremoto assolou o país em 1985, estava em Nova York próximo às Torres Gêmeas no dia do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, fazia agora uma viagem pela Ásia quando tsunamis devastaram 40 países e ainda passou 35 férias no Brasil. Pode?

 


     DEMOROU, MAS ENFIM...

     Demorou! A Casa Branca enfim reconhece que no Iraque não existem armas de destruição em massa. Lembro-me de uma matéria que vi na Bandeirantes, há uns dois anos, sobre umas das raras armas químicas que os americanos encontraram: um pequeno míssil onde estava inscrito: "U.S. Army".


George Bush, antes da Guerra: "se eu estiver errado, azar o de vocês"

 


     MAIS UMA DE HARRY

     A família real inglesa não serve pra nada mesmo; aliás, pelo menos serve pra dar assunto quando dá branco nos jornais. O zé do príncipe Harry, por exemplo, foi fotografado com um uniforme que exibia uma braçadeira com o símbolo da suástica , além de um copo de bebida e um charuto. O tablóide inglês The Sun não perdoou e colocou na primeira página: "Harry, O Nazista".

 


     O GOVERNO, CÁ E LÁ

     Está em discussão nos partidos que compõem o Executivo a reforma ministerial. Como apoiador do governo, compreendo a razão de alianças com alguns setores, considerados nocivos ao aspecto progressista que buscamos 'pro nosso País, mas qualquer que entenda bem a complexidade do momento político que vivemos saberá que o governo Lula tem feito - e muito bem - tudo o que pode.

Lula: alianças insossas em prol da governabilidade

     O PMDB continuará com dois cargos no governo, sendo um deles de grande referencial, como o partido exige - e como o PT aceita, dada a representatividade do PMDB. O PP é outro que também participará do governo. Roseana Sarney é mais um exemplo de como o PFL anda mal das pernas, e entra no governo, inicialmente sem partido. O PT provavelmente irá ceder ministérios.

     O PCdoB, leal apoiador do PT desde 1989, mantém-se com dois ministérios, sendo um deles o da Articulação Política, um dos mais importantes. Uma mostra de que o Governo Lula não busca apenas representatividade parlamentar, e sim participação popular, já que o PCdoB é um dos partidos mais inseridos nos movimentos sociais.

*     *     *     *     *

     Enquanto o mundo gira suas atenções humanitárias pra Ásia, o ministro Celso Amorim afirma: como economia mais pobre das Américas, metade da população analfabeta, 2/3 sem emprego, o Haiti sofre conseqüências semelhantes ao ataque de uma verdadeira tsunami. Apenas 10% do prometido por países e instituições do mundo todo chegaram ao país.


Haiti: assim como diversas praias orientais, mais um paraíso natural a ser reabilitado

 


     NÓS, POR FIM

     Feliz por estar voltando aos poucos a postar com mais freqüência, após um pequeno período de esquecimento, agradeço a quem ainda visita a minha humilde e pouco produtiva página. É bom saber que todos conseguem encontrar algo pra ver - isso é o mais importante, já que este blog não é tão homogêneo. E obrigado aos que pedem 'pra atualizá-lo.

 



Escrito por Leon K. às 02h52
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RUMO AO BI

Fábio Costa;
Coelho
Dominguez
Anderson
Paulo César;
Mascherano
Marcelo Mattos
Carlos Alberto;
Wagner Love
Tevez
Gil

O Corinthians fechou com a empresa de investimentos MSI um contrato milionário, que garantiu ao Timão montar um esquadrão que pode rapidamente ascender à pecha de melhor time do Brasil, já que o elenco é, sem sombra de dúvidas, superior ao de qualquer outro clube tupiniquim.

Dentre os torneios oficiais, o time do Parque São Jorge disputará o Paulistão, a Copa do Brasil, o Sul-Americano e o Brasileirão, já entrando de cara como favoritíssimo ao título nos dois primeiros. Com uma diretoria que conta com figuras de renome internacional como o argentino Daniel Passarella, e o talentosíssimo treinador Tite, o Corinthians tem tudo para manter uma grande seqüência de vitórias no segundo semestre, terminar 2005 com a consolidada superioridade no Brasil e entrar na Libertadores e vencer os últimos torneios que ainda faltam na lista do Timão: além do primeiro torneio do continente, o "outro" título mundial, a Copa Toyota.

A partir do que temos já dá pra fazer previsões: estarão mais atentos aos jogadores argentinos que jogam no clube, jogadores como Gil serão supervalorizados, Wagner Love já tem um pé na Copa de 2006.

Olho vivo! Poderemos estar diante do melhor time do futebol brasileiro dos últimos tempos. Qualquer um que acompanhe atentamente o futebol sabe que esse time só tem dois caminhos: ou poderá entrar pra história do futebol brasileiro como a primeira grande força do século XXI no Brasil, ou será um fracasso total.

Eu aposto na primeira. E digo mais: em três anos esse time terá conquistado mais de dez títulos (feito só igualado no Brasil pelo São Paulo de Telê)

Às vitórias!



Escrito por Leon K. às 02h42
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     D'ALGUM TEMPO ATRÁS


     Nesse ano novo, enquanto todos comemoram pelo recomeço, eu aproveito pra (re)postar alguns dos primeiros textos:

Anote (nâo é lição)  Ionaldo Morais

Não volte essa noite para sua morada,
existe outra vida menos apressada.
Venha, também é salubre a transgressão,
traga papel e lápis e anote a lição:

Faça as pazes com o espelho,
morra de pé, mas não viva de joelho.
Preserve seu bom e manso coração,
sentiu raiva? "Puta q'pariu" é um bom palavrão.

Mantenha o seu ânglico sorriso,
dê um chute na bunda do Narciso.
Espere por mim, não olhe para o chão,
traga papel e lápis e anote a lição:

Dê a si mesma uma chance de ser amada,
o amor tudo alivia, mesmo quando não muda nada.
Sinta prazer sem culpa, abandone a razão,
para abrir as pernas não precisa abrir o coração.

Não seja tão exigente com a vida,
ela existe apenas e simplesmente pra ser vivida.
Quer um príncipe encantado para segurar sua mão?
Traga papel e lápis e anote a lição:

Não renuncie ao hábito de sonhar,
desista do perfeccionismo de tudo realizar.
Preocupe-se com uma única opinião,
a sua, que deve receber sua exclusiva nomeação.

Como viver intensamente o momento presente,
esquecer o passado, construir um futuro luzente?
Se encontrar, para esse problema definitiva solução
levo papel e lápis e anoto sua lição.

 


Alguém aí gosta de Vinícius de Morais?

É claro que a vida é boa

E a alegria, a única indizível emoção.

É claro que te acho linda

Em ti bendigo o amor das coisas simples.

É claro que te amo

E tenho tudo para ser feliz.

Mas acontece que eu sou triste...

 


     E pra encerrar, um pequeno poema - ou um minimanifesto de liberdade - encontrado por mim mesmo num guardanapo, numa madrugada em um bar em Goiânia, por ocasião de um encontro do qual participei lá. O título eu incluí:    

Num café

Eu tenho café,
O quanto quiser.
E tenho cigarros,
Quando aprouver.
Boa conversa,
Música incrível!
De que sinto falta?

_____

>>> há do que sentir falta?
Bom ano novo pra vocês.



Escrito por Leon K. às 00h51
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     Não há nada de muito diferente. Nenhuma aurora boreal, nenhuma explosão estelar, nenhum cometa passando, o céu sequer fica vermelho.

     Todo dia faz um ano que passamos em determinada posição em relação ao Sol.

     Mas esse nosso calendário cristão... enfim. Deixemos de ser azedos.

     Eu realmente desejo que 2005 traga novidades. Nos dois últimos anos pouca coisa mudou.

     E que venha esse ano novo, então.



Escrito por Leon K. às 00h21
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PLANO PARA 2005

Esquentar menos a cabeça; conversar mais. Tentar mais, e até errar mais. Fazer o que quero fazer.

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

 


     ERA DE SE ESPERAR (ou Boas Histórias Nunca Mais II)

 O dramaturgo Gerald Thomas, sobre cuja personalidade postei poucos dias atrás, rendeu-se a seus ditos proféticos-suicidas, e confirmou o que eu mesmo cogitava: provavelmente o artista irá fechar o seu blog, um dos mais indicados pela lista do UOL.

     Gerald, que mora em Nova York, se ateve nos últimos meses a fazer panfletagem no seu blog, fazendo duras críticas ao governo Lula - "um stalinismo podre, velho, horroroso" -, sobretudo ao ministério da Cultura - "Gilberto Gil odeia o teatro tanto quanto Bush" - e a responder críticas de internautas que freqüentam sua página.

     Imagino que Gerald irá renunciar aos textos que tratam dessas duas questões. Se ele fechar mesmo o blog, será uma pena. Mas há um bom tempo já não faz falta.

 


     AVANÇO DO RETROCESSO

     Navegando por estes links do UOL cheguei a uma matéria na Folha que alerta para o fato de que "O criacionismo ganha fôlego contra Darwin nas escolas americanas". É que lá os grupos da direita religiosa têm se tornado cada vez mais firmes na posição de que o ensino deve, sim, atentar para a existência de uma força regente superior a todos - Deus.

     A posição intransigente dos criacionistas vem rendendo resultados. Em Dover, Pensilvânia, os professores de biologia precisam ensinar a seus alunos que existe uma força superior. Em 24 estados têm havido "problemas no ensino da teoria evolucionista". Felizmente (e nesse contexto qualquer vitória deve ser comemorada) em 5 estados não foi aprovada nenhuma das leis antievolucionistas propostas.


Ensino criacionista, religiosidade forçada: reside aí o livre-arbítrio?

     Com a reeleição de Bush, os conservadores têm sido bastante mais pretensiosos nos seus projetos de ensino criacionista. Com a educação descentralizada, as escolas particulares selecionam seus programas livremente, sem controle do governo nem interferência no conteúdo, dando total liberdade pra qualquer instituição elaborar as idéias que colocarão na cabeça dos jovens. Alguns educadores estão preocupados com a situação conflituosa que pode-se tornar, se esses setores religiosos mantiverem-se assim, intransigentes.

     A revista National Geographic apimentou ainda mais a polêmica, lançando a matéria "Darwin Estava Errado?", onde todos os cientistas entrevistados disseram que não: sua teoria continua a ser o fundamento da Biologia moderna.

 


     SEMPRE OS MESMOS PLANOS

     Enquanto isso ouço inveteradamente o disco dos Engenheiros do Hawaii. Por sinal, comprei essa semana o dvd da banda, que traz em imagens tudo o que a gente já sabe: que Gessinger é um gênio cercado de idiotas. E o projeto toma contornos de 'Humberto Gessinger Solo'. Mas há dez anos já é assim.

     Carlos Maltz dá a sua palha. E segue abaixo, como mensagem pr'esse ano que acabou:

     "Hoje o tempo escorre dos dedos das nossas mãos; ele não devolve o tempo perdido em vão"



Escrito por Leon K. às 17h59
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     Neste natal, façam uma prece pra Freud Flintstone, e sacrifiquem o bom senso no seu altar.

 


Enquanto eu ainda ouço Jingle Bells, vinda de algum lugar lá na outra rua, por aqui acabo de ver um vídeo do Rogério Skylab na TV UOL, onde ele fala de temas como futuro e desesperança, além de falar do seu quinto disco, o Skylab V (seus outros discos são Skylab I, II, III e e IV - "em homenagem ao serial killer"). É um bom vídeo, o cara sempre tem algo interessante - altamente interessante - a falar. Só não sei se é aberto pra não-assinantes UOL. Mas deve ser.

     Só mesmo o Lobão, maior incentivador popular da música underground, pra ceder apoio a essa figura peculiaríssima. E em sua revista, a OutraCoisa, é que será lançado o disco novo do Skylab.

     Aqui a madrugada já foi sobreposta pelo radiante brilho do sol. Já vou me aprontar pra me deitar. E pra quem ainda assiste às missas que rolam por aí, segue um trecho da faixa No Convento das Carmelitas, do disco Skylab II:

     No Convento das Carmelitas eu entrei.
     Esperei uma freira passar; esperei, esperei.
     A primeira freira que passou, estrangulei.
     Eu não gosto de freira, eu não gosto de frei.

 


     MARCA-TEXTO

     Bem como o camarada Edu Beckandroll, recito o teólogo e escritor suíço Johann Kasper Lavater(1741-1801):

     "Deus preserve aqueles aos quais quer bem das leituras inúteis"

 


    post scriptium: não se esqueçam de visitar a página oficial do Rogério Skylab, o site Documento sem Título. Não estranhem. É daquele jeito mesmo.



Escrito por Leon K. às 05h52
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CALEIDOSCÓPIO

Tô aqui na esquina
Do outro lado da rua
Onde todos me vêem
E ninguém olha

Onde todos passam
Caminham
Sobre mim pisam
Me esmagam com olhares corriqueiros
Nem me notam
Um dia um rapaz se aproximou e me deu dinheiro
Quando fui agradecer
Ele nem me olhou direito
Fechou os olhos quando me viu
Olhar pra mim, sorrir, pra quê?
Fez sua boa ação do dia
O caminho dos céus lhe é garantido
Pois ajudou um mendigo

(Será apenas de esmolas que necessito?)

É assim que olham pra mim
Seguem em frente sorridentes
Eu aqui em baixo,
Na calçada, cabisbaixo
Menos gente
Ah... Nem me olham

Pego os trocados
Compro uma garrafa de pinga
E bebo na rua da amargura
Que fica aqui bem perto
Distante da sua
A vida de vocês difícil é como a minha
Eu noto vocês do outro lado da esquina

A dor é a mesma que sente... Uma cama vazia no conforto de sua casa
A dor é a mesma para mim... Que só tenho pra dormir o banco da praça


****

Um dia na praia
Fiz meu castelo com areia e água
E depois desmoronei tudo

Extraído de Café Dostoiévsky

 


     DATA MEMORÁVEL

     Olha só, olha só. Contem que dia especial

     Pra quem entra nesse recinto nos dias que correm agora, eu desejo que tnham bastantes alegrias nesse Natal, que começa a ser comemorado hoje. Por mais que eu tenha meus pensamentos céticos sobre toda essa questão, eu devo, claro, respeitar esse dia que muitos consideram especial, e reservar-me o direito de também ter um feliz natal.

     Como herança da minha infância, eu gosto do Natal. Gosto (na verdade adoro) da lenda do Papai Noel. Meus filmes preferidos eram exibidos nessa época. Adorava uns filmes de Ernest, também (será que alguém aí conhece?). Adorava histórias da Disney que se passavam no natal, e adorava as propagandas da Coca-Coca, com os ursos polares e os sinos tilintando. E nada pra mim era mais bonito que uma árvore de natal bem montada. Tudo bem que cresci, esqueci o Papai Noel, os filmes de Ernest não são mais exibidos não tenho mais gibis, e o natal às vezes é sinônimo de melancolia. Mas é superável.


Meu ceticismo não se sobrepõe à minha sensibilidade, apesar de tudo

     Uma vez a minha avó fez uma roupa do Papai noel pra mim. Mas sumiu de seu guarda-roupa...

     Acho que minha única angústia com o natal é nunca ter colocado aquele gorro do bom velhinho na cabeça.



Escrito por Leon K. às 01h26
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